31 municípios registram precipitações no Ceará

As chuvas de pré-estação permanecem banhando municípios do Interior cearense durante esta segunda quinzena de dezembro. A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) registrou, entre as 7h quinta-feira e 7h de ontem, precipitações em 31 municípios. As cinco maiores ocorreram em Acarape (51mm), Tauá (44mm), Redenção (32mm), Aratuba e Ocara (30mm).

Nesta sexta-feira, houve chuva na Zona Norte e no Cariri cearense. Em Sobral, ocorreu chuva isolada na zona rural e na sede, que persistiu por toda a manhã e o início da tarde. As precipitações diminuíram um pouco o calor tão característico da região do Vale do Acaraú. As tão aguardadas chuvas de pré-estação, previstas para o período, ainda não tinham se manifestando com tanta intensidade no Norte do Estado, como ocorreu, no início da semana, em Itapipoca, por exemplo, que registrou 110mm, no dia 16.

Além de Sobral, outros municípios do Norte também foram banhados, nessa sexta-feira; com destaque para Amontada, Marco, Miraíma, Itarema e Viçosa do Ceará, na Serra da Ibiapaba, com bastante intensidade sobre a sede do município e o distrito de Quatiguaba.

Houve registro de chuva em Juazeiro do Norte, Crato e Missão Velha, na tarde de ontem. O tempo permanece nublado sobre o Estado e há previsão de chuva isolada até o feriado de Natal. “Temos precipitações localizadas, com maior incidência no Centro-Sul, mas ainda abaixo da média”, observou o meteorologista e supervisor da Unidade de Templo e Clima da Funceme, Raul Fritz. “Até a próxima segunda-feira o sistema meteorológico Vórtice Ciclônico de Altos Níveis deve influenciar a ocorrência de chuva”.

Dezembro e janeiro formam o período de pré-estação chuvosa (fevereiro a maio) no Ceará. Em dezembro, a média histórica do Estado é de 31.6mm. Até ontem, foram observados 15.8mm, 50% abaixo do esperado para o mês. As informações, entretanto, são parciais. Para janeiro, a média estadual é bem mais elevada, 98,7mm.

A Funceme somente vai divulgar o primeiro prognóstico para a quadra chuvosa de 2018 na segunda quinzena de janeiro, por volta do dia 19. “Estamos verificando os modelos matemáticos”, explicou Fritz.

Com importantes reservatórios se exaurindo, como o Castanhão (2,8%) e Orós (6,3%), o governo do Estado, prefeitos e a população mostram-se preocupados. O Ceará está no limite de suas reservas, na maioria das regiões, embora tenha condições favoráveis nas bacias hidrográficas do Curu, Acaraú e Litorânea.

Raul Fritz reafirmou que o fenômeno La Niña (esfriamento das águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical) ainda permanece no limiar entre fraco e moderado. Deverá ser também de curta duração, indo até o início de março. “A atuação do La Niña sozinho não assegura a ocorrência de chuva”, reafirmou. Ele lembra que em 2012, houve La Niña e seca no Estado.

Para Fritz, o olhar deve estar direcionado para a temperatura das águas superficiais do Oceano Atlântico Tropical Sul. Quando aquecidas atraem a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), que é o principal sistema causador de chuva no Ceará. “O problema é que essa temperatura tem variação em curto espaço de tempo e somente em fevereiro é que temos melhor definição”, esclareceu.

Na quinta-feira, foram registrados 44mm em Tauá. Segundo o radialista Edir Fernandes, a chuva veio rápida, deixou pontos de alagamento em algumas ruas e chegou a inundar o escritório local do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), no bairro Colibris. Para o agricultor José Bezerra, chuva com trovão e relâmpago no mês de dezembro é sinal de um bom inverno.

As chuvas ainda não banharam todas as regiões. “Em Quixeramobim, só temos alimentação para o gado até o início de janeiro e a água na maioria das unidades produtoras vai começar a faltar se não chover logo”, advertiu o presidente do Sindicato Rural, Cirilo Vidal.

A Bacia Hidrográfica dos Sertões de Crateús é a que acumula menor volume. Apenas 0,27%, seguida de Baixo Jaguaribe (0,96%) e Banabuiú (2,37%). O quadro permanece crítico no Médio Jaguaribe (2,57%) e Alto Jaguaribe (6,47%). No Ceará, o acumulo médio nos 155 açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) é de 7,4%.

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Jonas Deison

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