Ciro diz que Doria é um “espertalhão” e que chapa com Marina seria “grande honra”

Ex-governador do Ceará e pré-candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes não poupou críticas a seus eventuais concorrentes em 2018 durante entrevista ao SBT. Afirmou que o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB) é só “um espertalhão” e que o deputado Jair Bolsonaro (PSC) é “um protesto contra a política”.

A entrevista com Ciro Gomes foi exibida nesta segunda-feira (2) no telejornal SBT Brasil e a íntegra é parte da série Cenários 2018, em que o jornalista Kennedy Alencar receberá diversos políticos para tratar sobre os rumos para o Brasil. O primeiro entrevistado foi o atual prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), na semana passada. Em seguida, o entrevistado foi o ex-prefeito Fernando Haddad.

Após reforçar que discorda governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, “em quase tudo”, Ciro afirmou, porém, que o tucano é “uma direita respeitável, votável”, apesar de sua “visão elitista, paroquial”.

Ciro disse aina que os bens de Doria são fruto do lobby feito por Doria ao longo dos anos com dinheiro dos governos ocupados pelo PSDB no país. “Faz fortuna sem nunca ter tido uma roça. Não tem uma fábrica de arruela e a fortuna veio de onde?”, disse Ciro.

Ele mesmo responde a seu questionamento: “É do lobby, com dinheiro dos governos ocupados pelo PSDB. É politiqueiro, é o pior tipo de político que existe”.

Ciro aparece com 4% das intenções de voto em cenário em que Lula disputa o pleito, segundo o Datafolha. Sem Lula na disputa, as intenções dos eleitores sobre o pré-candidato do PDT variam de 7% a 10%. Em todos os cenários de primeiro turno, Lula aparece na liderança das pesquisas com pelo menos 35% das intenções de voto. O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) e a ex-senadora Marina Silva (Rede) empatam em segundo lugar.

Questionado sobre uma eventual chapa Ciro-Marina, Ciro afirmou que “pode perfeitamente [se concretizar]”. Após dizer que a pré-candidata pela Rede é uma “amiga, companheira”, o ex-ministro afirmou que ela não pode ter como primeira experiência no executivo o posto de presidente.

Ele ressalvou, entretanto, que Marina “hoje, eleitoralmente, é bem maior” do que ele e que seria “uma grande honra” formar uma chapa para disputar a Presidência ao lado dela.

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Apoio de Lula

Questionado se não é um erro estratégico criticar Lula, que poderia eventualmente apoiar sua candidatura caso não venha a disputar o pleito, o ex-ministro do petista disse achar que Lula “é o maior líder popular que o Brasil moderno produziu, mas tem cometido erros gravíssimos porque falta a ele petistas que digam a ele para não fazer tanta bobagem”.

Entre as “bobagens”, ele cita o fato de Lula ter ser se encontrado com o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que defendeu o impeachment de Dilma, durante a caravana que fez pelo Nordeste em agosto.

Lula foi condenado a nove anos e seis meses de prisão pelo juiz Sergio Moro pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

“Em 2010, levei uma rasteira do PT e fiquei lá apoiando, apoiei Dilma e protestei violentamente contra a loucura do Lula de colocar o Michel Temer na vice de Dilma, loucura contra o Brasil, porque se o povão não sabia, ele, o Lula, e eu sabia quem era Michel Temer”, afirmou.

Ciro revelou também que já teve promessa de apoio do ex-presidente, mas que hoje não seria mais “enganado” e aposta que, se Lula não disputar a eleição, o posto será ocupado pelo ex-governador da Bahia, Jaques Wagner.

“Quem não gostaria de ter [apoio de Lula na disputa presidencial]? Eu apenas sou humilde. Se o Lula quisesse me apoiar, teria me apoiado em 2010. O Lula inventou a Dilma. Cansou de dizer a mim que eu era o candidato dele. Tão achando que vão me enganar de novo? Nem naquela vez me enganaram, eu apenas não tinha alternativa.”

Críticas ao Ministério Público

“A delação premiada do jeito que está sendo feita no Brasil é patética”, afirmou o pré-candidato do PDT, acrescentando que “há uma certa anarquia que é muito própria dos momentos de golpe de Estado”.

Citando Rui Barbosa, o pré-candidato afirmou que “o Judiciário é o poder que mais tem faltado à República”. E de fato esse estado de pré-anarquia ou anarquia mesmo parte importante se deve a parte importante do Judiciário

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Jonas Deison

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