Crise não inibe franquias no Ceará; avanço de 19% e giro de R$ 887 mi

Impulsionado pela inauguração de dois grandes centros de compras em 2016, o setor de franquias no Ceará teve, em meio a mais um capítulo da crise econômica, faturamento de R$ 887 milhões. O número representa avanço de 19,6% ante 2015 e está bem acima da variação de 8,3% observada em nível nacional, segundo o levantamento Desempenho do Franchising 2016, da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Para 2017, a tendência também é de crescimento.

O crescimento se baseia na chegada de 342 novas unidades ao Estado, alta de quase 30% na comparação com 2015, percentual também acima da variação observada quando se leva em consideração o País inteiro, que avançou 3,1% no período.

Com isso, a participação do Ceará no total nacional de franquias passou de 0,8% em 2015 para 1,1% em 2016. Fortaleza é a segunda cidade do Nordeste em participação no número de franquias: uma fatia de 9,8% que significa um total de 1.208 unidades das 1.797 existentes no Estado. Esse total do Ceará o coloca na terceira posição no ranking do Nordeste, atrás apenas da Bahia (3.301) e Pernambuco (2.403) e na 11ª nacionalmente.

O diretor regional da ABF no Nordeste, Leonardo Lamartine, avalia que Fortaleza teve uma desconexão entre inauguração de shoppings e cenário econômico do País. “O mercado de shoppings em Fortaleza meio que saturou um pouco. Por outro lado, o Interior tem crescido. Hoje, é possível ver shoppings em Sobral, que tem uma curva bastante positiva de crescimento, com todos os lojistas que eu falo de marcas franqueadoras operando no shopping de lá”, afirma.

Dessa forma, Lamartine acredita na descentralização dos shoppings para o Interior. “Principalmente no Nordeste, porque é uma região que tem um espaço grande, ainda, para crescer, diferente de Ribeirão Preto, aqui em São Paulo, e do interior de outros estados”, exemplifica o diretor regional da ABF.

No País, atualmente, esses empreendimentos concentram grande parte das franquias, sendo 50% delas nas praças de alimentação e 35% em outros espaços desses centros de compras.

‘Escoamento’

E é para esses locais que essas franquias devem escoar em 2017, de acordo com Lamartine. Para ele, houve um crescimento de renda acentuado nessas cidades interioranas, não só no Ceará, mas no Nordeste como um todo. Esse avanço ocasionou uma elevação da demanda de consumo sem uma oferta que suprisse.

“Essas ofertas estão chegando nas cidades e fazendo com que o mercado melhore e que essas pessoas, inclusive, deixem de consumir na Capital e voltem a consumir perto de onde estão. É assim com as franquias, as concessionárias. É um mercado que está indo para perto do Interior”, detalha Leonardo Lamartine.

Municípios

Ainda segundo os últimos números da ABF, 67,2% das franquias se concentram em Fortaleza. As outras nove cidades do Interior do Estado mais fortes em quantidade de franquias ficam, juntas, com a fatia de apenas 18,6% do total. Entre esses municípios, Juazeiro do Norte tem a maior participação, com (6,2%), seguida por Sobral, com (3,7%). Ocupam as posições seguintes Caucaia (2,1%); Maracanaú (1,7%); Crato (1,4%); Iguatu (1,1%); Eusébio (0,9%); Crateús (0,8%) e Itapipoca (0,7%).

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Jonas Deison

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