Em carta , Dilma se diz vítima e propõe plebiscito sobre eleições antecipadas

A presidenta afastada Dilma Rousseff divulgou, na terça-feira (16), uma carta à população propondo a realização de plebiscito sobre a convocação de eleições presidenciais antecipadas. Na carta, Dilma aborda a crise política e defende que a população decida sobre a realização de um novo pleito presidencial.

“A restauração plena da democracia requer que a população decida qual o melhor caminho para melhorar a governabilidade”, disse, ao ler o documento, direcionado à nação e aos senadores, durante entrevista coletiva à imprensa no Palácio da Alvorada. A presidente afastada apenas leu o documento e não respondeu perguntas.

No documento, intitulado “Mensagem ao Senado e ao povo brasileiro”, Dilma reafirrma que não cometeu crime de responsabilidade e classifica o processo de impeachment contra ela de “golpe”. Dilma diz que caso o Senado decida pelo afastamento definitivo dela da Presidência da República haverá “ruptura da ordem democrática baseada em um impeachment sem crime de responsabilidade”.

Na carta, Dilma também reconhece erros cometidos durante seu governo e acena com mudanças na política econômica caso retorne à presidência. Apesar disso, a presidenta disse que o processo é injusto, pois foi “desencadeado contra uma pessoa honesta e inocente.” Dilma afirma ainda que apoia a luta contra a corrupção e que ela é “inegociável”.

“Não tenho contas secretas no exterior, nunca desviei um único centavo do patrimônio público e não recebi propina de ninguém”, disse Dilma ao ler a carta, em referência ao deputado afastado e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

(com Agências)

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Jonas Deison

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