Empresas do Ceará lideram volume de exportações no Nordeste

Dentre as 164 empresas apoiadas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) em todo o Nordeste, o Ceará liderou, por meio de 44 empresas, o ranking de exportações em 2016.

No acumulado do ano passado, o Estado alcançou o valor exportado de US$ 581 milhões (preço FOB), seguido por Bahia, com US$ 320,4 milhões; e Rio Grande do Norte, com US$ 184,5 milhões. Os dados foram apresentados ontem, durante o 9º Encontro Nacional de Editores, Colunistas, Repórteres e Blogueiros (Enecob) – cujo tema foi “Exportação e atração de investimentos” -, no Sheraton Hotel da Bahia, em Salvador.

Em 2016, o Ceará garantiu 44,5% de participação nas exportações realizadas pelas empresas apoiadas pela Apex no Nordeste, enviando produtos para 119 destinos, em 35 diferentes setores. Bahia, por sua vez, registrou participação de 24,5%, exportando para 25 setores de 93 destinos. Juntos, os dois estados foram responsáveis pela maior fatia (69%) das exportações, contabilizando US$ 901,4 milhões. Alagoas, entretanto, foi o estado que obteve pior desempenho, com 0,1% de participação e US$ 1,5 milhão exportado.

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Potencial a explorar

Para o presidente da Apex-Brasil, Roberto Jaguaribe, não só o Nordeste como todo o Brasil “está aquém” do seu potencial no mercado internacional. Ele cita como exemplo o Peru, que nos últimos cinco anos passou a exportar cinco vezes mais que o Brasil. Sugere como ideal para enfrentar o problema apostar no cooperativismo e na qualificação dos empresários brasileiros. “A gente só consegue fazer as coisas na parceria, com os atores relevantes; é preciso trazê-los pra perto e fazer as coisas funcionarem”.

Jaguaribe observa ainda que as exportações no País, hoje, são freadas não por um recuo na produção, mas pelas barreiras que ainda não foram “quebradas lá fora”. “As exportações do Brasil estão quase 50% derivadas do setor agropecuário industrial. A questão é valorizar este segmento e ter ambição de olhar para o mercado externo”.

Ao focar na exportação, o empresário encontra também uma forma de modernizar o seu processo produtivo, garante o gerente de exportação da Apex-Brasil, Christiano Braga. “Se ele (empresário) passa a exportar, se torna mais competitivo, inclusive dentro do País, daí a importância da qualificação”.

No balanço geral de exportações no Nordeste em 2016, a Bahia ganha destaque, com mais da metade (US$ 6.776,5 mi) do total de exportações (US$ 12.813,7 mi). O Ceará cai para a quarta posição, com US$ 1,294,1 exportado.

Com a implantação recente (fevereiro) do escritório da Apex-Nordeste, em Recife, ainda não há como apontar com objetividade os entraves para o setor de exportação no Ceará, afirma o diretor do escritório, Armando Peixoto. “Não tenho um diagnóstico de gargalos no Ceará, mas a gente pretende instalar pelo menos uma reunião bimensal para detectar isto”.

Por outro lado, aponta energias renováveis e flores como os segmentos privilegiados no Estado e que devem ser contemplados futuramente com projetos específicos da Apex.

*A jornalista viajou a convite da Enecob

 

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Jonas Deison

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