Papa autoriza, em caráter definitivo, padres a perdoar aborto

O Papa Francisco tornou definitiva a medida que autorizava todos os padres a perdoar os fiéis envolvidos no aborto. Só bispos tinham esse poder.

A decisão clamorosa, expressa na carta “Misericordia et misera”, muda um conceito secular. O Papa dá aos padres o direito permanente e definitivo de absolver os que praticam o aborto, seja a mulher, a enfermeira ou o médico. E não é mais necessário o perdão do bispo.

Francisco já tinha permitido isso durante o Ano Santo, que foi encerrado domingo (20), mas agora é para sempre. Só que interromper uma gravidez continua sendo um pecado grave para a Igreja.

“Eu penso que se livrar dos bebês antes que eles nasçam é um crime terrível”, declarou Francisco à TV do Vaticano. O Papa sustentou também que não existe nenhum pecado que não possa alcançar a misericórdia.

No passado, a Igreja já se dividiu entre condenar ou não o aborto. E fazia distinção entre o feto recém-formado e mais desenvolvido. No século 19, o Papa Pio IX determinou que a vida existe desde o momento em que é concebida. Agora, com esta decisão, muda também o direito canônico.

A excomunhão não deverá mais ser aplicada em caso de aborto. O arcebispo Rino Fisichella esclareceu que, para obter a absolvição, é preciso confessar e se arrepender.

Para Francisco, é mais uma batalha na sua tentativa de reformar a Igreja, como acolher os homossexuais, compreender a separação dos casais e dar a comunhão aos divorciados que voltaram a se casar.

Contra ele existe uma ala conservadora da Igreja, que rejeita essas mudanças, mas o Papa Francisco mandou uma mensagem clara: “Que ninguém ou nenhum obstáculo interfira entre o pedido de reconciliação e o perdão de Deus.”

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Jonas Deison

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