Snapcine | Cearense cria plataforma que oferece filmes nacionais gratuitos e lançamentos a R$ 1,99

As plataformas de streaming têm ganhado cada vez mais espaço no mercado de distribuição audiovisual, a exemplo da Netflix, gigante no formato. Para o cinema nacional, contudo, a dificuldade no modelo de distribuição persiste. Pensando nisso, o cearense Philipe Ribeiro, de 35 anos, criou a Snapcine: plataforma de streaming exclusiva de cinema e séries nacionais.

“É uma demanda recorrente no sistema brasileiro de distribuição”, diz o diretor da produtora Casa de Bits, que trabalha há 20 anos com soluções digitais e uma década com audiovisual. A plataforma entrou no ar no último dia 19, Dia do Cinema Brasileiro. Mas o lançamento oficial é só no próximo dia 15. A plataforma está em desenvolvimento desde o início deste ano, mas a ideia já vem sendo maturada há dois, conta o realizador.

“Trabalhar com o cinema brasileiro é a nossa forma de fazer a diferença porque todas as plataformas de vídeo sob demanda investem muito em blockbusters. Centenas de filmes nacionais não passam de duas semanas em cartaz no cinema”, destaca. “A gente sabe como é difícil porque o brasileiro vê pouco cinema nacional. Mas não é por falta de qualidade. Além de fazer sucesso em festivais, boa parte é também sucesso de bilheteria”.

Um dos diferenciais é que o conteúdo é dividido entre gratuito e lançamentos a preços populares. Philipe Ribeiro adianta que qualquer pessoa pode assistir filmes de forma legal sem precisar pagar nada. Apenas os lançamentos, conforme o diretor da Casa de Bits, serão pagos. Um filme que acaba de sair do cinema irá custar R$ 1,99, lembrando o modelo que se popularizou nas locadoras de bairro. Por outro lado, qualquer temporada de série que também entra na categoria de lançamento custará R$ 3,99.

Snapcine apresenta diferencial também para os realizadores. 50 % do valor pago pela obra será repassado ao realizador ou produtor. Nas obras que estarão disponíveis de forma gratuita, o cálculo com publicidade será similar. “Hoje um realizador recebe 25% do ingresso pago no cinema, a plataforma proporciona o dobro”. O Brasil conta hoje com 44 serviços de vídeo sob demanda, segundo a Agência Nacional do Cinema (Ancine).

“O bacana de investir nisso é saber que hoje somos uma plataforma pioneira e podemos experimentar modelos de conteúdo e monetização ao invés de repetir o que já está sendo feito”, projeta o realizador da Snapcine, que também mantém o blog Cinema Cearense.

Conheça a Snapcine.

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Jonas Deison

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