Funk que ofende mulheres é tocado em ato pró-Bolsonaro

A carreata de apoiadores do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) que aconteceu neste domingo, 30, em Fortaleza, teve reprodução do “Proibidão do Bolsonaro”, funk que criou polêmica pela letra que compara feministas a “cadelas”.
Reproduzido anteriormente no ato intitulado “Marcha da família com Bolsonaro” que aconteceu no último domingo, 23, em Recife, o funk canta que “as ‘mina’ de direita são as top mais bela, enquanto as de esquerda têm mais pelos que as cadelas”.
Em um outro trecho, a letra diz que “pra CUT pão com mortadela e pras feministas, ração na tigela”, em referência à Central Única dos Trabalhadores.
O funk também investe contra dois alvos frequentes de Bolsonaro na Câmara dos Deputados: os parlamentares Jean Wyllys (Psol) e Maria do Rosário (PT).
Após a reprodução em Recife, houve divulgação de nota de repúdio pela Ordem dos Advogados do Brasil (Seção Pernambuco). “Os estarrecedores trechos da música”, registra a nota, “reduzem as mulheres à condição análoga de seres irracionais e incitam o ódio, a violência e o preconceito contra aquelas que se reconhecem feministas e/ou que têm orientação política diversa do aludido candidato”, dizia a nota.
O Ministério Público Eleitoral de Pernambuco entrou com uma representação na última quinta-feira, 27, na Justiça Eleitoral, pedindo o impedimento da reprodução da música. Em nota, o MP Eleitoral informou que entende ser natural que os eleitores expressem suas visões políticas, sobretudo no período anterior à votação, mas classificou o funk como preconceituoso. “A liberdade de expressão não pode ser exercida de forma absoluta e poderá sofrer limitação, de forma excepcional, como no caso de preconceito em relação a gênero.”
A letra é autoria de MC Reaça e é uma paródia da música “Baile de Favela”, do MC João.

Jonas Deison

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