Produção de morango é pequena no Ceará, mas já se firmou na Serra da Ibiapaba; veja cidades

A produção de morango no Ceará ainda é pequena, mas já está consolidada no Estado, especialmente na região da serra da Ibiapaba, graças às condições climáticas favoráveis. Atualmente, o cultivo ocorre principalmente nas cidades de Ibiapina e São Benedito.

Nesta semana, a fruta está em alta nas redes sociais devido à popularidade da receita do ‘morango do amor’. Essa tendência pressionou a demanda, provocou escassez do produto e elevou os preços.

No entanto, a maior parte dos morangos consumidos na região vem de Minas Gerais. Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2024, o Ceará produziu apenas 477 toneladas da fruta. E, neste ano, há uma expectativa de produção de 555 toneladas.

O cultivo de morangos na divisa entre o Ceará e o Piauí está consolidado e tende a crescer. Alguns empresários já miram a Serra da Ibiapaba para expandir a produção da fruta e investir no cultivo de mirtilo e avocado.

No ano passado, ainda segundo o IBGE, a área colhida foi de 12 hectares. Espera-se um crescimento dessa área e, neste ano, a estimativa é que alcance 14 hectares.

Consumo de morango ‘viralizou’

semanas, devido à repercussão do “morango do amor” na internet, houve um impulsionamento de negócios que aderiram ao doce e um aumento no preço do produto. A iguaria consiste na fruta envolta a brigadeiro branco e calda de açúcar caramelizada.

Em razão da procura, segundo as Centrais de Abastecimento do Ceará (Ceasa-CE), o quilo do morango já está sendo vendido nos entrepostos administrados pela estatal por R$ 100 no varejo e R$ 50 no atacado. O valor médio registrado nos primeiros três meses do ano foi de R$ 34.

Conforme Odálio Girão, analista de mercado da Ceasa-CE, em comparação ao primeiro semestre do ano, o preço da fruta apresentou uma alta de aproximadamente 44,6%. Já em relação ao mesmo período de 2024, o aumento foi de 13,5%.

“De R$ 50 a R$ 100, esse tem sido o preço médio do quilo do morango nas unidades da Ceasa-CE para o atacado e varejo, respectivamente”.

De acordo com ele, o “estoque foi todo comercializado” e “o varejo é quem está com o domínio do produto no momento”. O principal público tem sido os pequenos comerciantes.

Não há mais morango disponível nas unidades da Ceasa de Maracanaú, Barbalha e Tianguá. A previsão da empresa pública é que novas remessas cheguem na noite deste domingo (26).

De onde vem o morango consumido no Ceará?
Apesar dos hectares cultivados na Serra da Ibiapaba, a maior parte do volume de morangos que chega às prateleiras do Ceará não é produzido localmente. Girão contou que, das 128,7 toneladas comercializadas no mercado cearense em junho, somente 0,2 toneladas vieram de municípios do estado.

“O forte produtor, do que vem para o Ceará e mercados do Nordeste, é Minas Gerais”, descreveu ele, revelando também que o fruto está em “plena colheita” neste período do ano. De acordo com o analista, têm destaque os municípios mineiros de Estiva, Bom Repouso, Pouso Alegre e Santa Rita de Caldas.

Logo após Minas Gerais, estão os estados da Bahia — a partir dos cultivos de Boninal e Barra da Estiva — e São Paulo — por meio do que é direcionado pela Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) — também encaminham cargas para o consumo dos cearenses.

Para o mercado externo, a produção cearense ainda não ocupa um patamar expressivo. Informações da plataforma Comex Stat, do Governo Federal, mostram que, em 2024, foram exportados pelo Ceará cerca de 3,6 mil quilos de morangos, entre frutos frescos e congelados. A movimentação por conta destas negociações foi de US$ 7,2 mil.

Fonte: Diário do Nordeste