Escalada de violência no Irã já matou mais de 500 em meio a protestos e pressão externa

O número de mortos durante os protestos no Irã ultrapassou a marca de 500, segundo dados divulgados pelo grupo de direitos humanos HRANA, com sede nos Estados Unidos. De acordo com a organização, ao menos 490 manifestantes e 48 integrantes das forças de segurança morreram desde o início das manifestações, em 28 de dezembro, além de mais de 10.600 pessoas presas em cerca de duas semanas de agitação. O governo iraniano não divulgou números oficiais, e as informações não puderam ser verificadas de forma independente.

As manifestações, inicialmente motivadas pelo aumento dos preços, passaram a incorporar críticas diretas ao regime clerical que governa o país desde a Revolução Islâmica de 1979. Em resposta, as autoridades intensificaram a repressão e acusaram Estados Unidos e Israel de fomentar os protestos. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou em entrevista à televisão estatal que potências estrangeiras estariam por trás de atos de violência, incluindo ataques a bancos, propriedades públicas e locais religiosos.

O agravamento da crise interna ocorre em meio a um aumento da tensão internacional. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar intervir caso a repressão contra manifestantes continue, enquanto autoridades iranianas alertaram para possíveis retaliações. O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que qualquer ataque ao país tornaria alvos legítimos as bases militares e navios norte-americanos, além de Israel, ampliando o risco de um confronto regional.

Fonte: Globo