Réus acusados de matar três policiais no Ceará são absolvidos quase dez anos após ataque a carro-forte
Decisão foi tomada por júri popular em Fortaleza e encerra mais um capítulo do caso ocorrido em 2016 no Sertão Central
Dois homens que respondiam pela morte de três policiais militares e pelo sequestro de outros dois agentes, em um ataque registrado em 2016 no interior do Ceará, foram absolvidos nesta quinta-feira (26). O julgamento ocorreu na 1ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza, quase dez anos após os crimes.
Jovanny Rodrigues Pinheiro e Veridiano Rabelo Cabral Júnior eram apontados como integrantes de uma quadrilha especializada em roubos a carros-fortes. Ambos enfrentavam acusações relacionadas a 21 crimes, entre eles homicídios qualificados, tentativas de homicídio, sequestro, roubos agravados, adulteração de veículos e participação em organização criminosa.
A defesa dos acusados afirmou que a decisão representa a reparação de uma injustiça e ressaltou os impactos pessoais e familiares causados ao longo dos anos de processo judicial.
O caso teve grande repercussão em junho de 2016, quando um grupo armado interceptou um carro-forte na localidade de Uruquê, área situada entre os municípios de Quixeramobim e Quixadá. Durante a ação, houve confronto armado com forças de segurança, resultando na morte de três policiais militares e deixando quatro policiais civis feridos.
Após o ataque, os suspeitos incendiaram o veículo, fugiram utilizando uma viatura policial e levaram dois PMs como reféns. Os agentes foram libertados posteriormente em uma estrada da região.
Ao todo, 11 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do Ceará por envolvimento nos crimes. Um dos réus, José Massiano Ribeiro, foi condenado em 2021 a mais de 123 anos de prisão. Ele havia ficado foragido por cerca de três anos e foi capturado em 2019, no estado do Piauí.
Outros julgamentos relacionados ao caso ocorreram nos anos seguintes. Em 2024, dois acusados também foram absolvidos. Em uma das situações, a acusação de sequestro foi considerada prescrita, já que o réu tinha menos de 21 anos na época dos fatos.
Com a decisão desta quinta-feira, o júri popular concluiu pela absolvição dos dois acusados, encerrando mais uma fase de um dos processos criminais mais complexos e prolongados da última década no Ceará.
Fonte: G1

