Santa Casa de Sobral amplia serviço de hemodiálise e zera fila de espera

A Santa Casa de Misericórdia de Sobral entregou, neste mês de março, uma nova sala de hemodiálise, ampliando a capacidade de atendimento da unidade. O espaço conta com quatro novas máquinas, possibilitando o ingresso de 24 pacientes no serviço. Com a ampliação, a unidade passa a contar com 59 máquinas e atende atualmente mais de 350 pacientes de toda a Região Norte. A abertura da nova sala permitiu convocar todos os pacientes aptos para tratamento de diálise, zerando a fila de espera.

“Somos um dos maiores centros de hemodiálise intra-hospitalar do país e queremos oferecer cada vez mais segurança e um tratamento digno para os nossos pacientes”, destaca a diretora geral da Santa Casa, Renata Morbeck.

O novo espaço foi estruturado em conformidade com todas as normas de segurança. Conta com máquinas e poltronas novas, sistema de climatização adequado, além de assistência de enfermagem e acompanhamento médico qualificado. A implantação da nova sala foi possível graças a uma emenda parlamentar do senador Eduardo Girão.

O coordenador médico do Eixo do Cuidado Clínico da Santa Casa e nefrologista, Cristiano Araújo, explica que há um crescimento significativo dos casos de doença renal crônica. “Vivemos uma epidemiologia crescente da doença renal crônica. Em nosso meio, prevalecem principalmente a hipertensão e o diabetes como doenças de base. Essas condições poderiam ser melhor acompanhadas na atenção primária, evitando a progressão da doença renal até a necessidade de hemodiálise. O surgimento dessas doenças crônicas e degenerativas tem ocorrido em idades cada vez mais precoces, o que preocupa a saúde pública, pois aumenta o risco de complicações e de mortalidade”, afirma.

Entre os principais cuidados para evitar a progressão da doença renal estão a adoção de hábitos de vida saudáveis, o controle adequado da pressão arterial e do diabetes, a manutenção do peso adequado, a prática regular de atividade física e a prevenção do tabagismo e do etilismo, fatores associados ao agravamento da função renal.

Jamison Messias Aguiar, 30, é paciente da diálise da Santa Casa há cerca de 9 meses. Ele conta que é hipertenso e, em decorrência de complicações, precisou começar a dialisar. “O atendimento aqui é bom, os profissionais estão sempre com a gente para saber se está acontecendo alguma coisa”, conta.

Tratamento renal

O médico Cristiano Araújo explica que a hemodiálise é uma modalidade de terapia de substituição da função renal. Entre as principais funções dos rins estão a filtração do sangue, o controle da pressão arterial, o equilíbrio metabólico, a eliminação de toxinas e o controle dos eletrólitos.

A insuficiência renal pode ser classificada como aguda ou crônica. A forma aguda pode ser reversível, com possibilidade de recuperação da função renal por meio de tratamento clínico ou, em alguns casos, com suporte temporário de hemodiálise. Já a insuficiência renal crônica é irreversível e, nesses casos, o tratamento com hemodiálise é necessário por tempo indeterminado.

Outra modalidade de tratamento para pacientes com doença renal crônica é o transplante renal. “O transplante é a opção terapêutica que oferece melhor qualidade de vida ao paciente. Por isso, realizamos um trabalho de sensibilização e avaliação do risco-benefício para que os pacientes aptos possam ingressar na fila de transplante”, explica o nefrologista.