Ceará confirma dois casos de mpox em 2026; veja sintomas, transmissão e formas de tratamento

Estado já registrou 27 notificações da doença neste ano, com oito casos ainda em investigação

O Ceará confirmou dois casos de mpox em 2026, ambos registrados no mês de fevereiro. Os dados constam na plataforma IntegrSUS, do Governo do Ceará, que acompanha as notificações da doença no estado. Ao todo, foram 27 casos notificados neste ano, sendo que 17 já foram descartados e oito continuam sob investigação.

O primeiro caso confirmado foi divulgado em 9 de março e envolve um homem. Segundo a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), o paciente recebeu atendimento médico e apresentou evolução clínica favorável durante o acompanhamento.

Além disso, os registros mostram que a vigilância epidemiológica continua acompanhando as notificações para identificar possíveis novos casos e orientar os serviços de saúde.

Mpox: o que é a doença e quantos casos já foram registrados

Os dois casos confirmados até agora ocorreram em fevereiro, conforme os dados atualizados do IntegrSUS. Em comparação com o ano passado, o número de notificações ainda é menor. Em 2025, o Ceará registrou 69 casos notificados da doença, dos quais 13 foram confirmados e 56 descartados.

No cenário nacional, o Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica, do Ministério da Saúde, contabiliza 140 casos confirmados de mpox em 2026. Além disso, há 539 notificações classificadas como suspeitas em diferentes estados do país.

A mpox é causada pelo mpox vírus (MPXV), pertencente ao gênero Orthopoxvirus e à família Poxviridae. Trata-se de uma doença viral zoonótica, ou seja, que pode ser transmitida de animais para humanos. A infecção pode ocorrer pelo contato direto com pessoas infectadas, materiais contaminados ou animais silvestres infectados, principalmente roedores.

Mpox: confira os sintomas, prevenção e tratamento

A Secretaria da Saúde do Ceará informa que mantém monitoramento contínuo da situação epidemiológica desde 2022, quando foi registrada a primeira ocorrência da doença no estado. Por isso, a pasta afirma realizar ações permanentes de vigilância, investigação de casos e orientação às unidades de saúde.

Segundo a Sesa, as medidas de prevenção incluem evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença, higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel e utilizar máscara cobrindo nariz e boca em situações de risco ou quando houver sintomas.

O diagnóstico da mpox é feito por exames laboratoriais, como testes moleculares ou sequenciamento genético, a partir de secreções ou crostas das lesões. De acordo com o Ministério da Saúde, o tratamento tem como objetivo aliviar sintomas, prevenir complicações e reduzir possíveis sequelas. A maioria dos pacientes apresenta manifestações leves ou moderadas e se recupera sem necessidade de hospitalização.

De forma geral, o tratamento da mpox é focado no alívio dos sintomas, já que muitos casos evoluem para cura espontânea entre duas e quatro semanas. As orientações incluem controle da febre e da dor, manutenção da hidratação e cuidados com as lesões de pele para evitar infecções secundárias. Também é recomendado isolamento durante o período da doença.

Principais medidas de tratamento em casa

Alívio da dor e da febre: uso de analgésicos e antitérmicos conforme orientação médica.
Cuidados com a pele: manter as lesões limpas e secas e evitar estourar bolhas ou coçar a região, o que pode causar infecções bacterianas e cicatrizes.

Hidratação e nutrição: ingerir líquidos com frequência e manter alimentação adequada para ajudar na recuperação.
Isolamento: permanecer isolado até que todas as lesões cicatrizem e uma nova camada de pele seja formada.
Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da mpox é feito por exames laboratoriais, como testes moleculares ou sequenciamento genético, a partir de secreções ou crostas das lesões. De acordo com o Ministério da Saúde, o tratamento tem como objetivo aliviar sintomas, prevenir complicações e reduzir possíveis sequelas. A maioria dos pacientes apresenta manifestações leves ou moderadas. Atualmente, não há medicamento aprovado especificamente para tratar a doença.

Entre os grupos considerados prioritários para vacinação estão pessoas que vivem com HIV/Aids, profissionais de laboratório e indivíduos que tiveram contato direto com fluidos ou secreções corporais de casos suspeitos, prováveis ou confirmados.

Fonte: Gc Mais