Estudo aponta que Brasil pode economizar R$ 186,4 bi com regras mais rígidas de supersalários

Recentemente, o Congresso Nacional aprovou um projeto que permite que servidores da Câmara dos Deputados e do Senado Federal recebam salários mensais que ultrapassam o teto constitucional, conhecidos popularmente por 'supersalários'. Esses valores fazem parte do pacote de penduricalhos, benefícios que compõem a renda extra de uma série de servidores públicos, e voltaram aos holofotes do debate público após uma tensão entre os Três Poderes. O tema tem gerado alerta entre os especialistas devido ao risco de impacto fiscal severo na economia.

Estudo aponta possibilidade de economia bilionária

Um estudo encomendado pelo instituto República.org revelou que, se as regras de distribuição desses recursos do Estado fossem readequadas com maiores limitações, o país poderia economizar R$ 186,4 bilhões em uma década e chegar a R$ 578 bilhões de economia em um horizonte de 20 anos. Os números compararam regras internacionais e dados sobre o cenário brasileiro.

Impacto dos pagamentos de retroativos

O estudo destaca que o maior impacto vem de pagamentos de retroativos, como indenizações de férias e folgas, acúmulo de serviços e tempo de carreira, principalmente no Judiciário e Ministério Público. Entre 2023 e 2024, órgãos do MP distribuíram R$ 2,9 bilhões a título de retroativos a mais da metade de seus promotores e procuradores da ativa, com destaques para os estados do Rio de Janeiro, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Maranhão.

Brasil entre os maiores gastadores com supersalários

O Brasil é apontado como uma das nações que mais gasta com supersalários no serviço público, em comparação com outras dez nações da Europa e das Américas. Nos 12 meses entre agosto de 2024 e julho de 2025, esse tipo de despesa atingiu R$ 20 bilhões, mais de 20 vezes superior ao segundo colocado do ranking, a vizinha Argentina.

Fonte: https://www.sobralonline.com.br/estudo-economia-supersalarios