Simone Tebet deixa MDB e se filia ao PSB visando disputa ao Senado por São Paulo

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, anunciou neste sábado (21) sua saída do MDB após quase 30 anos de filiação e oficializou sua entrada no PSB. A confirmação foi feita pela própria parlamentar por meio de publicação nas redes sociais. Com a mudança partidária, Tebet deve disputar uma vaga no Senado por São Paulo nas próximas eleições.

Em nota, o PSB celebrou a filiação da ministra e indicou expectativa de protagonismo político no cenário paulista. Segundo o partido, Tebet representa uma liderança com experiência consolidada e respaldo eleitoral para disputar uma cadeira no Senado pelo estado mais populoso do país. A movimentação ocorre em meio a articulações políticas que vêm sendo construídas desde o início do ano.

Conversas com lideranças políticas e planos futuros

A possibilidade de candidatura ganhou força após uma conversa informal entre Tebet e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizada no dia 27 de janeiro, quando o chefe do Executivo teria sugerido que a ministra considerasse a disputa ao Senado por São Paulo. Posteriormente, em 3 de fevereiro, Tebet também se reuniu com o vice-presidente Geraldo Alckmin, filiado ao PSB, ocasião em que teria recebido o convite formal para ingressar na legenda.

Desafios e mudanças na carreira política de Simone Tebet

Filiada ao MDB desde 1997, Simone Tebet construiu sua trajetória política principalmente no Mato Grosso do Sul. Entre 2003 e 2005, exerceu mandato como deputada estadual. Em 2004, foi eleita prefeita de Três Lagoas, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo no município. Em 2011, assumiu como vice-governadora do estado, função que exerceu até 2015, período em que também atuou como secretária de Governo entre 2013 e 2014.

Em 2015, Tebet foi eleita senadora pelo Mato Grosso do Sul, mandato que cumpriu até 2023. Durante sua atuação no Senado, destacou-se ao se tornar a primeira mulher a presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em 2019. Em 2022, disputou a Presidência da República pelo MDB e, após as eleições, foi anunciada como ministra do Planejamento no governo Lula.

A mudança de partido marca uma nova fase na trajetória política da ministra, que passa a integrar o PSB em meio às articulações para as próximas eleições e à possível candidatura ao Senado por São Paulo.