Irã manterá cobrança de taxa pela passagem segura por Ormuz, afirma autoridade
O Irã afirmou que continuará cobrando uma taxa de países e embarcações pela passagem segura pelo Estreito de Ormuz, via navegável que o país efetivamente fechou ao tráfego marítimo internacional. Em entrevista ao India Today, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, ressaltou que uma série de medidas está em vigor para a passagem pelo Estreito de Ormuz devido à situação imposta ao país.
Baghaei destacou que outros Estados que não estão envolvidos na agressão podem atravessar o estreito após coordenação com as autoridades iranianas para garantir a segurança da passagem. A declaração foi feita após o Irã enviar uma carta ao Conselho de Segurança da ONU e à Organização Marítima Internacional, informando que embarcações não hostis podem transitar pelo estreito mediante coordenação com as autoridades iranianas, segundo a Reuters.
O tráfego pelo estreito, por onde passa cerca de um quinto da produção mundial de petróleo, foi severamente reduzido nas últimas semanas. A CNN reportou que Teerã estava considerando permitir a passagem de algumas embarcações pelo estreito, desde que a carga fosse negociada em yuan chinês. De acordo com a Lloyd's List Intelligence, pelo menos duas embarcações que transitavam pelo estreito teriam pago para garantir sua passagem segura, com uma das taxas chegando a US$ 2 milhões. No entanto, a CNN não conseguiu verificar essa informação de forma independente.
Esmail Baghaei criticou o uso da moeda pelos Estados Unidos como arma econômica global, impondo sanções a países e pressionando estados no Sul Global. Anteriormente, Sultan Ahmed Al Jaber, chefe da ADNOC nos Emirados Árabes Unidos, afirmou que o fechamento efetivo do estreito é considerado 'terrorismo econômico contra todas as nações'.
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