Pesquisa da UFC revela que uso de tecnologias a frio melhora suco de caju
Um estudo realizado na Universidade Federal do Ceará (UFC) descobriu novas maneiras de aprimorar o sabor e o valor nutricional do suco de caju, uma bebida tradicional muito popular no Nordeste do Brasil. Apesar de ser rico em vitamina C e antioxidantes, o suco muitas vezes é rejeitado pelos consumidores devido à sua forte adstringência, que causa a sensação de 'boca travada'. A pesquisa investigou tecnologias não térmicas capazes de reduzir esse efeito sem comprometer as propriedades naturais da bebida.
Os experimentos foram realizados nos Departamentos de Engenharia Química e de Engenharia de Alimentos da UFC e testaram três tecnologias a frio: ultrassom, plasma por descarga luminescente e plasma por descarga de barreira dielétrica. Os resultados revelaram uma redução de até 79% no teor de taninos, responsáveis pela adstringência, e um aumento de 67% nos fenólicos totais, que são substâncias antioxidantes benéficas à saúde. Além disso, as tecnologias preservam nutrientes sensíveis ao calor, como a vitamina C.
O professor Fabiano André Narciso Fernandes, do Departamento de Engenharia Química da UFC, destaca que o processo não apenas preserva, mas também aumenta a disponibilidade de antioxidantes no suco. Os tratamentos aplicados ajudam a quebrar moléculas maiores, intensificando a percepção de doçura natural da bebida e melhorando sua textura. As mudanças sensoriais tornam o suco mais suave e aveludado, sem perder a aparência natural da fruta fresca.
A pesquisa, publicada no Journal of Food Measurement and Characterization, aponta para a viabilidade industrial do uso dessas tecnologias, que poderiam impactar positivamente a cadeia produtiva da cajucultura. Essa descoberta representa um avanço significativo na melhoria do suco de caju, tornando-o mais atraente para os consumidores.
Para saber mais detalhes sobre a pesquisa e seus desdobramentos, acesse a matéria completa na Agência UFC.
(Foto: reprodução)

