Ceará impulsiona economia do mar com novo complexo industrial pesqueiro em São Gonçalo do Amarante
O Governo do Ceará, através da Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE), e a Prefeitura de São Gonçalo do Amarante estão fortalecendo o estado como um centro da economia azul no Brasil. Foi assinado um Memorando de Entendimentos (MoU) na sede da SDE, para a criação do Complexo Industrial Pesqueiro e Logístico no município, abrangendo as áreas estratégicas de Siupé, Taíba e Pecém.
Esse projeto surge após a aprovação de uma lei pela Câmara Municipal de São Gonçalo do Amarante, estabelecendo as bases para um distrito industrial voltado para a pesca. O objetivo do complexo é integrar toda a cadeia produtiva em um único local, otimizando logística e infraestrutura básica, como sistemas viários, hídricos e de conectividade.
O apoio do Estado na articulação de financiamentos e a atração de investimentos públicos e privados foram formalizados com a assinatura do documento. A empresa Robinson Crusoe é um dos principais investidores do projeto, que já posiciona o Ceará como o maior exportador de atum do país.
Projetos e perspectivas de empregabilidade
O complexo abrigará um armazém frigorífico com capacidade acima de 3 mil toneladas, fábricas de farinha de pescado, novas unidades industriais integradas ao Complexo do Pecém e à ZPE. O secretário da SDE, Domingos Filho, destacou a importância desse projeto para o desenvolvimento do Ceará e de São Gonçalo do Amarante.
O prefeito Marcelo Teles ressaltou a relevância do Complexo Pesqueiro e Logístico para o desenvolvimento econômico e a geração de empregos na região. Fernando Botelho, diretor-geral da Robinson Crusoe, mencionou que o projeto pretende gerar mais empregos diretos e indiretos, envolvendo até 3 mil pessoas na cadeia produtiva.
Governança e próximos passos
O memorando estabelece a criação de uma Comissão Executiva para coordenar as ações, com vigência de dois anos. Rígidos protocolos de confidencialidade e conformidade com leis anticorrupção foram previstos, garantindo segurança jurídica para os novos negócios. O próximo passo é viabilizar tecnicamente e orçamentariamente as obras de infraestrutura do polo industrial.
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