Desafio crítico da Artemis II: o escudo térmico na reentrada
Os astronautas da missão Artemis II enfrentaram diversos perigos em sua jornada rumo à Lua, incluindo momentos de tensão durante a decolagem em 1 de abril, enquanto seu foguete queimava milhões de galões de combustível, e enfrentando perigosos campos de radiação a caminho do satélite natural. No entanto, um dos maiores desafios ainda está por vir: a reentrada na atmosfera terrestre.
Durante esta fase crítica do voo, a nave espacial dos astronautas retorna à Terra em alta velocidade, mergulhando na densa camada atmosférica enquanto se move a mais de 30 vezes a velocidade do som. Esse processo gera uma violenta compressão do ar, capaz de aquecer a cápsula a mais de 2.760 graus Celsius.
O desafio do escudo térmico
Após a missão não tripulada Artemis I, em 2022, foi descoberto que o escudo térmico da cápsula retornou com marcas de impacto e rachaduras. Esse escudo é essencial para proteger a nave espacial e os astronautas das altas temperaturas durante a reentrada na atmosfera terrestre.
A nave espacial Orion da missão Artemis II possui um escudo térmico semelhante ao da Artemis I, que apresentou problemas. Apesar disso, a Nasa afirma que fez ajustes na estratégia de reentrada para garantir a segurança dos astronautas, mesmo diante das limitações do escudo térmico.
Riscos e confiança na missão
Os gerentes da missão afirmam estar confiantes em sua capacidade de proteger a tripulação durante a reentrada na atmosfera terrestre. No entanto, reconhecem os altos riscos envolvidos nesse momento crítico do voo, no qual o escudo térmico suportará toda a força da reentrada a cerca de 25.000 milhas por hora.

