Indústria do etanol se prepara para aumentar mistura na gasolina
A possibilidade de aumento na mistura de etanol anidro na gasolina, de 30% para 32%, ainda no primeiro semestre deste ano, é vista com bons olhos pela indústria do setor. Com a safra de cana-de-açúcar 2026/27 já em andamento, a indústria teria tempo de ajustar a produção e atender a essa demanda, de acordo com especialistas e associações do setor.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou o interesse do governo em realizar esse aumento, em meio aos desafios enfrentados pelo Brasil no cenário dos combustíveis derivados do petróleo devido às questões geopolíticas internacionais.
Previsão de aumento na produção de etanol
Com a possível ampliação da mistura de etanol na gasolina, a produção de biocombustível no Brasil poderia atingir um patamar recorde. A consultoria Safras & Mercado estima um crescimento de até 15% em relação à temporada anterior, com um volume total entre 44 bilhões e 44,5 bilhões de litros.
Preparação da indústria para atender à demanda
Associações como a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) e a União Nacional do Etanol de Milho (Unem) afirmam que o setor está pronto para aumentar a oferta, com uma demanda adicional estimada em 2 bilhões de litros. Mesmo com preços altos no mercado de derivados de petróleo, a indústria garante condições adequadas de abastecimento para os consumidores.
A expectativa é de que a produção de etanol de milho cresça significativamente, atingindo 12 bilhões de litros em 2026/27. As entidades destacam que o setor está preparado para atender a essa demanda adicional, reforçando a importância do biocombustível no cenário energético do país.
A Unica e a Unem seguem de perto o processo regulatório conduzido pelo Ministério de Minas e Energia, colaborando com as próximas etapas para a implementação da medida. Estudos finais devem ser concluídos em breve, e a expectativa é de um aumento significativo na produção de etanol no Brasil neste ano.
Portanto, a indústria do etanol se mostra otimista com a possibilidade de aumento na mistura do biocombustível na gasolina, preparada para atender à demanda crescente e contribuir para a matriz energética nacional.
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