Vencedor das eleições na Hungria promete combater corrupção e restaurar padrões democráticos
O vencedor das eleições na Hungria, Péter Magyar, anunciou nesta segunda-feira (13) que pretende alterar a Constituição do país com o objetivo de restabelecer os padrões democráticos. Uma das primeiras medidas anticorrupção anunciadas por Magyar incluirá a criação de um novo gabinete responsável por supervisionar todo o setor governamental. Em coletiva de imprensa, Magyar afirmou: "Estamos prontos para erradicar essa corrupção em escala industrial, pois é em grande parte por isso que a Hungria e o povo húngaro não estão recebendo os oito trilhões de florins em fundos da União Europeia".
"E bem, é por isso que o dinheiro desaparece, é por isso que nos tornamos o país mais pobre e corrupto da Europa, então teremos uma enorme responsabilidade em colocar esse escritório em funcionamento o mais rápido possível", acrescentou.
Mudanças e desafios após vitória expressiva
Após uma vitória expressiva nas eleições, Péter Magyar reforçou o compromisso de que a Hungria permanecerá totalmente integrada à Europa. Seu partido, o Tisza, de centro-direita, conquistou dois terços do Parlamento na votação de domingo (12), o que permitirá possivelmente liberar bilhões em financiamento da União Europeia.
Analistas alertam que para colher os benefícios, Magyar terá que implementar reformas significativas. Entre suas propostas, está a limitação a dois mandatos para o cargo de primeiro-ministro, o que impactaria diretamente Viktor Orbán, o atual primeiro-ministro do país.
Promessa de restauração do Estado de direito
Em declaração à imprensa, Magyar enfatizou que seu governo terá como prioridade a restauração do Estado de direito, da democracia plural e do sistema de freios e contrapesos. Ele ressaltou que a emenda constitucional proposta também se aplicará a Orbán, impedindo-o de se candidatar novamente ao cargo de primeiro-ministro.
"Ele teve uma grande oportunidade de fazer grandes coisas no interesse nacional para garantir que a Hungria se tornasse um país europeu em desenvolvimento. Ele não usou essa chance, mas abusou dela", afirmou Magyar.
Os críticos de Orbán apontam que seu governo foi marcado por estagnação econômica, isolamento internacional e enriquecimento de oligarcas. Por outro lado, seus apoiadores defendem que ele preservou a soberania e os valores tradicionais do país.
Magyar reforçou a necessidade de uma rápida transferência de poder e pediu ao presidente Tamas Sulyok, apoiado pelo partido Fidesz de Orbán, para garantir que o processo ocorra de forma ágil. O presidente da Hungria deve convocar um novo Parlamento dentro de 30 dias após a eleição.
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