Ex-PM é condenado por morte de filho de empresário em frigorífico no Ceará

O ex-policial militar Lúcio Antônio de Castro Gomes, conhecido como “Lução”, foi condenado a 16 anos, seis meses e quatro dias de prisão por participação no assassinato de Kleber de Brito Quirino, além da lesão corporal sofrida por um funcionário durante a mesma ação criminosa. O julgamento foi realizado na terça-feira, 14 de abril, e analisou o caso registrado em 20 de dezembro de 2019, em um frigorífico situado no bairro Jatobá, em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza.

A vítima era filho do proprietário do frigorífico, empreendimento bastante conhecido na região. Conforme as investigações, o crime foi praticado por homens armados que chegaram ao local simulando interesse em uma vaga de emprego. Em seguida, Kleber foi surpreendido pelos disparos. Durante o ataque, um funcionário também acabou baleado, mas resistiu aos ferimentos. A ocorrência gerou forte repercussão pelo modo como foi executada e pelo ambiente em que aconteceu, dentro do próprio estabelecimento da família.

Ao longo do julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu a participação de Lúcio Antônio no planejamento e na execução do crime. A condenação ocorreu por homicídio duplamente qualificado, com reconhecimento de motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, além do crime de lesão corporal. Na decisão, foi destacado que o acusado também teve responsabilidade pelos danos causados ao trabalhador ferido durante a investida armada.

De acordo com a apuração apresentada no processo, o assassinato estaria ligado a uma disputa comercial no setor de frigoríficos. A linha investigativa aponta que a execução teria sido encomendada com o objetivo de eliminar concorrentes. Ainda segundo os autos, o plano criminoso não se limitaria apenas à morte de Kleber, mas também teria como alvos o pai e o irmão dele, que não estavam no local no momento do atentado. As investigações também indicam que familiares da vítima teriam sido alvo de ameaças e perseguições após o crime.

O Ministério Público do Ceará pediu, ainda durante a sessão de julgamento, o aumento da pena aplicada ao condenado. O caso, no entanto, ainda não está totalmente encerrado, já que outros dois policiais militares seguem como réus no processo e aguardam julgamento. Até o momento, não houve manifestação pública da defesa de Lúcio Antônio de Castro Gomes sobre a sentença.

Fonte: G1