Eduardo Bolsonaro projeta cenário de pressão política no STF após próximas eleições

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que as eleições deste ano vão criar um “ambiente de pressão política” sobre o Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita durante uma entrevista ao influenciador australiano Mario Nawfal, divulgada no último domingo, 3 de maio de 2026.

O filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) projetou um cenário de fortalecimento da direita no Congresso Nacional, com a eleição de mais parlamentares alinhados à ideologia. Essa projeção, segundo ele, poderá influenciar a atuação dos ministros da Corte, especialmente em relação a decisões que têm gerado controvérsia no cenário político nacional, antecipando debates intensos e uma fiscalização mais rigorosa por parte do Legislativo.

Eleições e a Projeção de Pressão Política no STF

Eduardo Bolsonaro focou suas críticas no ministro Alexandre de Moraes, a quem se referiu como “líder supremo do Brasil”. O ex-deputado sugeriu que a postura de Moraes tem se modificado recentemente, atribuindo essa mudança a um escândalo político envolvendo o vazamento de mensagens de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que indicavam uma suposta proximidade com ministros do STF.

Para o ex-congressista, a eleição de uma maioria de direita no Senado Federal poderia levar à votação de processos de impeachment contra ministros da Corte. Ele expressou a crença de que, diante de um novo cenário político, os ministros “passarão a seguir a lei novamente”, sugerindo uma adequação às normas legais e constitucionais.

O Agravamento da Saúde de Jair Bolsonaro

Durante a entrevista, Eduardo Bolsonaro também relatou um agravamento no estado de saúde de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que recentemente recebeu alta para cumprir prisão domiciliar humanitária por 90 dias. Ele descreveu crises constantes de soluço refratário, ocorrendo a cada 10 segundos, que resultam em vômitos e risco de aspiração pulmonar.

O político revelou um episódio crítico ocorrido em 13 de março de 2026, quando o ex-presidente “quase morreu” devido a uma complicação durante a madrugada, que só teria sido percebida pelos guardas horas depois. Bolsonaro foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral, e o médico responsável teria alertado para a gravidade da situação, indicando que mais algumas horas poderiam ter levado a uma infecção generalizada com 50% de chance de sobrevivência. O quadro de saúde exige monitoramento médico constante devido às sequelas da facada de 2018.

Flávio Bolsonaro e as Ambições Presidenciais

Eduardo Bolsonaro afirmou que seu irmão mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), já lidera as intenções de voto para a Presidência da República em “algumas das maiores pesquisas” de opinião, superando o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Essa performance nas sondagens seria, segundo ele, um reflexo de uma revolta popular contra decisões do Supremo Tribunal Federal.

O ex-deputado descartou a hipótese de que a eventual candidatura de Flávio seja parte de um acordo com a Corte para beneficiar o pai, que cumpre pena de 27 anos de prisão. Ele reforçou a ideia de que a ascensão de Flávio é um movimento autêntico impulsionado pelo descontentamento popular.

Minerais Críticos e a Relação Externa com os EUA

No âmbito da política externa, Eduardo Bolsonaro destacou a importância da cooperação em minerais estratégicos entre Brasil e Estados Unidos, caso Flávio Bolsonaro assuma a Presidência e Donald Trump vença as eleições americanas. Ele ressaltou que o Brasil possui grandes reservas de terras-raras e minerais críticos, o que poderia atrair o interesse dos EUA para reduzir a dependência da China.

O ex-deputado também mencionou o papel da USaid (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional), afirmando que cerca de US$ 5,7 milhões da agência foram utilizados para criar uma rede de agências de verificação de fatos no Brasil. Segundo ele, esses órgãos produziram relatórios que fundamentaram decisões judiciais contra seu grupo político, e a ausência desse financiamento poderia melhorar a posição da direita nas próximas eleições.

Denúncias de Financiamento Ilícito e Alianças Políticas

Eduardo Bolsonaro levantou a suspeita de que exista uma “base política” entre grupos criminosos e partidos de esquerda no Brasil, com dinheiro de cartéis de drogas supostamente destinado a campanhas eleitorais. Ele citou o depoimento de Hugo “El Pollo” Carvajal, ex-chefe de inteligência da Venezuela, que teria relatado o envio de recursos via malas diplomáticas para políticos de esquerda em diversos países da América Latina e da Europa.

Ele argumentou que a omissão em investigar tais denúncias beneficia o crime organizado, que, em suas palavras, é “muito mais sofisticado e inteligente” no Brasil do que no México, por focar na infiltração política e na lavagem de dinheiro em vez do confronto direto. O ex-deputado também confirmou o alinhamento do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao projeto de Flávio Bolsonaro, comparando a dinâmica à de Trump e Ron DeSantis nos EUA, com apoio mútuo entre os líderes.

Você encontra mais notícias em nosso site www.sobralonline.com.br e redes sociais. Siga-nos em @SobralOnline para ficar por dentro das últimas atualizações!