Ceará inicia construção do primeiro plano estadual de proteção e defesa civil
Com o objetivo estratégico de antecipar riscos, prevenir danos e salvar vidas, o Governo do Ceará deu um passo fundamental na gestão de desastres. Nesta terça-feira (5), a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE) e a Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), promoveu a 1ª Conferência para Elaboração do 1º Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil.
O encontro, realizado no auditório do CBMCE, em Fortaleza, marca o início de um cronograma robusto de planejamento. A iniciativa busca alinhar as diretrizes estaduais às nacionais, utilizando dados técnicos e análises territoriais de bacias hidrográficas para fundamentar ações estratégicas de segurança e proteção à população.
Integração entre estado e municípios
O secretário executivo de Ações Integradas e Estratégicas da SSPDS, Sérgio Pereira, destacou que a colaboração entre as esferas estadual e municipal é o pilar central do projeto. Segundo o gestor, o trabalho conjunto visa garantir uma resposta rápida e eficiente diante de eventos adversos, transmitindo maior segurança aos cidadãos cearenses.
O coronel comandante-geral do CBMCE, Cláudio Barreto, reforçou a importância da união das forças de segurança. Para o oficial, o início desse plano demonstra que o estado está no caminho correto, priorizando o atendimento humanizado e a prontidão operacional através de uma estrutura integrada.
Diagnóstico de fragilidades e redução de riscos
O foco do novo plano estadual é estabelecer diretrizes de médio e longo prazo para reduzir a vulnerabilidade territorial. O coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel BM Holdayne Pereira, explicou que o processo permitirá um mapeamento detalhado das áreas de risco em todo o Ceará.
Ao identificar as fragilidades específicas de cada localidade, o estado poderá atuar de forma preventiva. A meta é que, com dados precisos, o governo consiga mitigar os impactos de desastres naturais e otimizar os recursos destinados à proteção civil em todo o território.
Metodologia participativa e técnica
A construção do plano será dividida em sete conferências, que abordarão as 12 bacias hidrográficas do estado. O cronograma de encontros segue até o dia 03 de junho, promovendo uma escuta ativa das defesas civis municipais para validar as demandas locais.
O diretor de Pesquisa e Avaliação de Políticas de Segurança Pública da Supesp, Eudázio Sampaio, ressaltou que a participação das comunidades é essencial para a legitimidade do plano. A Supesp fornece o suporte técnico e científico, enquanto a Defesa Civil articula a execução, garantindo que o produto final seja uma política pública eficaz e socialmente validada.
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