Icnofósseis de 430 milhões de anos são expostos no Parque Nacional de Ubajara

Um marco histórico para a paleontologia cearense foi consolidado no Parque Nacional de Ubajara. O Laboratório de Paleontologia da Universidade Estadual do Vale do Acaraú (Labopaleo/UVA) inaugurou, na última sexta-feira (08/05), a exposição de icnofósseis raros, preservados em um bloco rochoso de aproximadamente 700 kg. A iniciativa é fruto de uma colaboração entre a academia, o Museu Dom José e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Os registros fósseis, encontrados no município de Tianguá, datam de cerca de 430 milhões de anos. Eles revelam vestígios de antigos invertebrados marinhos, oferecendo evidências robustas de que a região da Serra da Ibiapaba foi, em um passado remoto, coberta por um oceano, muito antes da existência dos dinossauros ou da própria configuração geográfica atual da serra.

A importância científica dos icnofósseis de 430 milhões de anos

A peça exposta não é apenas um objeto de contemplação, mas um documento geológico de valor inestimável. O coordenador do Labopaleo/UVA, professor Jarbas de Negreiros, destaca que o item possui uma trajetória acadêmica significativa. O fóssil foi objeto de estudos durante sua dissertação de mestrado em Educação pela Universidade Federal do Ceará (UFC), sendo utilizado em projetos de iniciação científica no ensino médio.

O processo de retirada do pavimento e a destinação ao museu garantiram que o material fosse tratado como patrimônio científico. A peça, que integra o acervo do Museu Dom José, foi cedida em regime de empréstimo por tempo indeterminado ao Parque Nacional de Ubajara, permitindo que visitantes e pesquisadores tenham acesso contínuo a esse registro pré-histórico.

Equipe técnica e preservação do patrimônio

O sucesso da exposição é resultado de um esforço multidisciplinar. A equipe técnica responsável pelo projeto incluiu o professor Jarbas de Negreiros e a paleontóloga professora Maria Somália Sales. O trabalho contou também com a participação dos egressos da UVA e doutorandos em Geologia pela UFC, Thiago Lima e Antônio Maranguape, além do estudante de Ciências Biológicas da UVA, Áled Lopes.

A colaboração da comunidade local, representada pela senhora Rosinha e sua família, foi fundamental para o êxito da operação. A iniciativa reforça o compromisso das instituições envolvidas com a preservação e a democratização do conhecimento científico na região. Para mais informações sobre pesquisas paleontológicas, consulte o portal oficial da Universidade Estadual do Vale do Acaraú.

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