Psol: Luciana Genro detalha embate decisivo pela independência partidária
A deputada estadual do Rio Grande do Sul, Luciana Genro (Psol), revelou a intensidade de uma disputa interna que, segundo ela, representou uma “batalha de vida ou morte” para o partido. A declaração, feita na sexta-feira, 8 de maio de 2026, aborda a resistência do Psol à proposta de federação com o Partido dos Trabalhadores (PT), defendida pelo ministro da Secretaria Geral, Guilherme Boulos (Psol).
Como uma das fundadoras da sigla, Luciana Genro enfatizou que o embate era fundamental para preservar o futuro e a autonomia política do Psol, distinguindo-o do PT e garantindo sua identidade no cenário político brasileiro.
Psol: a disputa interna que moldou o futuro da sigla
A controvérsia girava em torno da proposta de unir o Psol em federação com o PT, uma ideia que gerou forte oposição dentro do partido. Luciana Genro expressou preocupação de que, caso a federação fosse aprovada, a própria razão de existir do Psol poderia ser comprometida. Em entrevista a Mauro Lopes no Manhã Brasil, do Farol Brasil, a deputada foi categórica:
“Se o Boulos tivesse ganhado, a própria razão de existir do Psol poderia desaparecer. Se tornaria mais um partido dentro desse espectro da centro-esquerda aqui. Porque eu não vejo mais o PT hoje como partido de esquerda.”
A deputada reforçou sua percepção de que o Partido dos Trabalhadores, embora ainda conte com membros de esquerda, transformou-se em um partido de centro-esquerda, focado na gestão do sistema capitalista. Essa visão sublinha a divergência ideológica que motivou a fundação do Psol.
A visão de Luciana Genro sobre a independência partidária
Para Luciana Genro, a manutenção da independência do Psol é crucial para que a sigla continue a representar uma alternativa política genuína e mantenha sua relevância. A deputada argumenta que o partido não deve atuar como uma “linha auxiliar” de outras legendas, especialmente do PT, do qual o Psol se originou em 2004 por meio de uma dissidência. Essa separação inicial já marcava uma busca por um caminho ideológico distinto e mais à esquerda, posicionando-o como uma voz crítica e autônoma.
A deputada acredita que o resultado da votação interna, que desfavoreceu a federação com o PT, reflete um reconhecimento crescente dentro do Psol sobre a importância de sua autonomia. “Eu acho que o esvaziamento do Boulos tem a ver com essa afirmação do Psol. Perceber a importância e a necessidade do Psol ser um partido independente em relação ao PT, de não ser uma linha auxiliar”, afirmou Genro, destacando a consolidação de uma postura política própria.
O voto decisivo do diretório nacional do Psol
O ponto alto dessa disputa interna ocorreu em 7 de março, quando o diretório nacional do Psol se reuniu para deliberar sobre a federação com o PT. Com uma expressiva maioria de 75% dos votos, a proposta foi rejeitada. A decisão representou uma vitória para os setores mais à esquerda do partido e para aqueles que defendem a manutenção da identidade e da autonomia do Psol.
O grupo “Revolução Solidária”, ligado a Guilherme Boulos e à ex-ministra dos Povos Indígenas e pré-candidata à Câmara dos Deputados, Sonia Guajajara (Psol-SP), foi o principal defensor da federação com o PT, mas acabou derrotado. Atualmente, o Psol integra uma federação com a Rede Sustentabilidade desde 2022, parceria que foi renovada em março de 2026 por mais quatro anos, consolidando um arranjo político diferente daquele proposto com o PT e reafirmando sua estratégia de alianças.
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