Para a visita de Trump, Pequim bloqueia quarteirão com segurança recorde.
A capital chinesa, Pequim, implementou um esquema de segurança sem precedentes para a visita do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), que chegou à cidade na noite de quarta-feira (13.mai.2026). A medida mais visível e impactante foi a interdição completa do quarteirão onde está localizado o luxuoso hotel Four Seasons, local de hospedagem do líder norte-americano. A rigorosa operação contrasta fortemente com a recepção oferecida a outros chefes de Estado em visitas recentes.
Policiais chineses bloqueiam o acesso de pedestres e veículos às ruas adjacentes ao hotel, exigindo uma credencial específica, um ‘pin’ fornecido pela embaixada norte-americana, para qualquer pessoa que tente se aproximar. Sem essa autorização, a passagem é sumariamente negada, garantindo um perímetro de segurança hermético em torno da comitiva presidencial.
Pequim em alerta máximo: o esquema de segurança para Donald Trump
Desde a chegada de Donald Trump a Pequim, a cidade se transformou em um verdadeiro forte em pontos estratégicos. O bloqueio do quarteirão do Four Seasons é um testemunho da intensidade da segurança imposta pelas autoridades chinesas. A presença policial é ostensiva, e o controle de acesso é meticuloso, refletindo a importância e a atenção global que a visita de Trump atrai.
A exigência de um ‘pin’ da embaixada americana para transitar nas proximidades do hotel sublinha o nível de coordenação e restrição. Essa medida visa garantir não apenas a integridade do ex-presidente, mas também a privacidade e o controle sobre seu entorno durante sua estadia na capital chinesa.
Contrastes diplomáticos: a recepção a outros líderes na capital chinesa
O rigoroso protocolo de segurança para Donald Trump se destaca ainda mais quando comparado às visitas do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à mesma capital. Em abril de 2023 e novamente em maio de 2025, Lula se hospedou no St. Regis Beijing, um hotel de luxo que, em ambas as ocasiões, apresentou um esquema de segurança consideravelmente mais flexível.
Jornalistas e membros da imprensa tinham acesso irrestrito ao saguão do St. Regis, podendo circular livremente e interagir com a comitiva presidencial no lobby. Em 2023, não havia qualquer tipo de controle extra na entrada do hotel. Já em 2025, a única medida de segurança adicional era um detector de metais, um contraste marcante com a interdição total observada na atual visita de Trump. Saiba mais sobre a hospedagem de Lula em Pequim.
O peso da visita: por que a segurança para Trump é diferente
A justificativa para o elevado nível de segurança em torno de Donald Trump reside em seu status como ex-líder de um dos países mais poderosos do mundo e na atenção midiática e pública que sua figura invariavelmente gera. A visita de um ex-presidente dos Estados Unidos é um evento de grande repercussão internacional, exigindo um protocolo de segurança à altura.
A curiosidade popular chinesa também foi notável. Dezenas de cidadãos se agruparam para vislumbrar o carro que transportou Trump para seu primeiro encontro com o presidente chinês, Xi Jinping (Partido Comunista da China), no Grande Salão do Povo. Em contrapartida, nas visitas de Lula, o interesse principal era predominantemente dos próprios jornalistas brasileiros que acompanhavam a comitiva.
A agenda de Donald Trump em solo chinês
A estadia de Donald Trump na China está programada para duas noites, ambas no Four Seasons. Após sua chegada na noite de quarta-feira (13.mai.2026), o ex-presidente seguiu diretamente para o hotel. A manhã de quinta-feira (14.mai), no horário de Pequim, foi marcada por uma recepção formal organizada por Xi Jinping no icônico Grande Salão do Povo.
Após a recepção, Trump e Xi participaram de uma reunião bilateral crucial, que contou com a presença de altos escalões de ambos os governos. A agenda do dia inclui ainda um jantar entre os dois líderes. Para sexta-feira (15.mai), está previsto mais um encontro entre os presidentes antes do retorno de Donald Trump a Washington, concluindo sua intensa agenda diplomática na China.
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