Novo recorre ao STF para forçar análise de afastamento de Davi Alcolumbre
O Partido Novo oficializou uma investida jurídica junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de destravar a instalação do Conselho de Ética do Senado. A manobra visa viabilizar a análise de uma representação que solicita o afastamento do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil – AP). A estratégia foi detalhada pelo senador Eduardo Girão (Novo – CE) em um pronunciamento público realizado na sexta-feira (12.jun.2026).
A ação, protocolada sob a forma de mandado de segurança, conta com a articulação do vereador de Curitiba, Guilherme Kilter. O partido argumenta que a ausência de funcionamento do colegiado de ética no Senado atua como um obstáculo institucional, impedindo que denúncias e pedidos de investigação contra parlamentares avancem dentro dos ritos regimentais da Casa.
Impasse na agenda legislativa e o Conselho de Ética
A representação que motiva o conflito jurídico foi protocolada pelo Novo junto à Secretaria do Senado há dois meses. Segundo Eduardo Girão, a inércia na instalação do Conselho de Ética é apenas um dos pontos de tensão. O senador aponta que a falta de movimentação também afeta a criação da CPMI do Banco Master, que, segundo o parlamentar, já teria alcançado o número necessário de assinaturas para ser instaurada.
Denúncias e o contexto do Banco Master
A pressão política sobre a presidência do Senado intensificou-se após reportagem da revista Veja, que trouxe à tona alegações sobre uma suposta transferência de US$ 30 milhões, equivalente a cerca de R$ 153 milhões, de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, para Davi Alcolumbre. O montante teria sido depositado em conta no exterior como contrapartida por apoio a interesses da instituição financeira.
Em resposta às acusações, Davi Alcolumbre refutou categoricamente o recebimento de qualquer valor. Por meio de nota oficial, o presidente do Senado classificou as informações como “absolutamente falsas” e garantiu que o caso será tratado com a “máxima firmeza” pelas vias cabíveis. Paralelamente, tratativas de delação envolvendo a defesa de Vorcaro junto à Polícia Federal foram rejeitadas, sob o entendimento de que não apresentavam provas inéditas.
O posicionamento do senador Eduardo Girão
Para o senador Eduardo Girão, a intervenção do Judiciário é necessária para garantir a transparência e a responsabilidade dos agentes públicos. O parlamentar destacou a urgência de investigações que, em sua visão, envolvem figuras centrais do Congresso e outros atores políticos. O desfecho desta ação no STF poderá definir o ritmo dos trabalhos éticos no Senado nos próximos meses.
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