Demanda por tecnologia impulsiona crescimento de 11% no mercado de eletroeletrônicos

O mercado brasileiro de bens de consumo duráveis registra uma notável expansão em 2026, com um aumento de 11% no volume de unidades comercializadas. Este crescimento é impulsionado pela busca contínua dos consumidores por renovação de equipamentos, eficiência energética e soluções tecnológicas avançadas. Os dados foram revelados nesta segunda-feira (22) durante a coletiva de imprensa de abertura da Eletrolar Show All Connected 2026, realizada no Distrito Anhembi, em São Paulo.

O cenário positivo reflete uma transformação nos hábitos de consumo, onde a tecnologia se consolida como parte essencial do cotidiano. A 19ª edição da Eletrolar Show, um dos maiores eventos do setor na América Latina, serve como um termômetro para essa dinâmica, reunindo importantes players da indústria e do varejo para discutir as tendências e o futuro do segmento.

Crescimento expressivo no setor de bens duráveis

Um levantamento da Eletros, associação que representa a indústria de eletroeletrônicos, aponta que o volume comercializado atingiu aproximadamente 53,6 milhões de unidades entre janeiro e maio de 2026, representando um avanço de 11% em comparação com o mesmo período de 2025. Este resultado foi significativamente impulsionado pela linha branca, que registrou um aumento de 16%, e pelos produtos portáteis, com uma expansão de 15%.

Segundo Jorge Nascimento, presidente-executivo da Eletros, o consumo no país alcançou um novo patamar. “Quando olhamos a trajetória dos últimos anos, fica claro que o mercado não está mais preso a oscilações entre picos e vales, mas em um patamar diferente. O resultado de 2026 mostra que, mesmo com crédito mais caro e orçamento apertado, o brasileiro continua destinando uma parcela relevante da renda para conforto, eficiência e tecnologia dentro de casa”, afirmou.

Eletrolar Show 2026: palco de inovações e negócios

A Eletrolar Show All Connected 2026, em sua 19ª edição, acontece em um momento estratégico para a indústria e o varejo. O evento congrega mais de mil fabricantes nacionais e internacionais, cerca de 5 mil marcas e compradores de toda a América Latina, consolidando-se como um hub de negócios e inovação.

A programação diversificada inclui espaços dedicados a temas como inteligência artificial, robótica, automação residencial, mobilidade elétrica, climatização, design, decoração e componentes industriais. Além disso, um amplo ciclo de conhecimento oferece palestras com especialistas e lideranças do mercado, proporcionando insights valiosos sobre as tendências do setor. A coletiva de imprensa contou com a participação de Julia Uherek, vice-presidente de Feiras de Bens de Consumo da Messe Frankfurt, e da neuroarquiteta Cris Paola, que apresentou a Casa All Connected, um espaço que integra tecnologia, automação e bem-estar.

Transformação digital impulsiona vendas online

Os dados da NielsenIQ reforçam o cenário de crescimento, indicando que o mercado brasileiro de tecnologia e bens duráveis movimentou R$ 51 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Este valor representa um crescimento de 7,4% em faturamento e de 6,4% em volume de vendas em relação ao mesmo período do ano anterior.

Uma das maiores transformações observadas é a ascensão dos canais online, que pela primeira vez responderam pela maior parte do faturamento do setor, alcançando 53,1% das vendas totais. Os marketplaces também ampliaram sua participação, representando 21,4% da receita do mercado brasileiro de tecnologia e bens duráveis. Mais da metade das compras ocorre para substituir produtos com defeito, e plataformas digitais e redes sociais exercem crescente influência na jornada de decisão do consumidor.

Copa do Mundo e a busca por entretenimento conectado

O desempenho do Brasil no cenário global de tecnologia e bens duráveis é notável, pois reflete uma expansão efetiva da demanda, diferentemente de outros mercados internacionais que avançam principalmente pela valorização cambial e aumento de preços. Mateus Baldo, líder de Tech & Durables da NielsenIQ Brasil, ressaltou que “o avanço simultâneo de faturamento e volume mostra que existe demanda real do consumidor, sustentada pela renovação de equipamentos e pela busca por produtos que entreguem mais eficiência, conectividade e conveniência”.

No segmento de televisores, a Copa do Mundo produziu reflexos positivos nas vendas. Dados da NielsenIQ apontam um crescimento de 7,5% em unidades e de 11,7% em faturamento nas semanas que antecederam o torneio, impulsionado pela procura por telas maiores e modelos de maior valor agregado. “A Copa do Mundo produziu reflexos positivos nas vendas de televisores. Observamos aumento da demanda por telas maiores e modelos de maior valor agregado, movimento que tende a ganhar intensidade à medida que o torneio avança”, observou o executivo.

Carlos Clur, presidente do Grupo Eletrolar, conclui que os resultados apresentados refletem uma transformação abrangente. “A tecnologia deixou de ser um diferencial para se tornar parte da rotina dos consumidores. Hoje ela está presente nos eletrodomésticos, nos sistemas de segurança, nos equipamentos de entretenimento e nas residências conectadas. O crescimento observado pela indústria e pelo varejo mostra que inovação, conectividade e eficiência já influenciam diretamente as decisões de compra e os investimentos das empresas.” Para mais informações sobre o setor, acesse o site da Eletros: www.eletros.org.br.

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