Operação desmantela rede de falsos advogados em sete estados e no Distrito Federal
Uma vasta rede de criminosos, especializada no golpe do falso advogado, foi alvo de uma grande operação policial que se estendeu por sete estados brasileiros e o Distrito Federal. A ação, coordenada pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) com apoio da Polícia Civil de São Paulo (PCSP), visou desarticular uma organização complexa e ramificada que vinha lesando inúmeras vítimas em todo o país.
A iniciativa representa um marco no combate a fraudes sofisticadas, demonstrando a capacidade de articulação entre as forças de segurança estaduais para enfrentar crimes que transcendem fronteiras geográficas. A investigação detalhada revelou a engenhosidade por trás do esquema, que explorava a confiança das pessoas em busca de justiça.
A Operação Fake Adv e o Combate à Fraude
A Operação Fake Adv foi deflagrada com o cumprimento simultâneo de 26 mandados de busca e apreensão. As ações ocorreram em diversos municípios da Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro, evidenciando a amplitude da atuação da quadrilha.
O Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (GREF), da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Goiás, foi o responsável pela investigação principal. O foco era desvendar o esquema de falso advogado, um crime que se tornou recorrente e causa prejuízos significativos às vítimas.
A Complexa Estrutura do Golpe de Falso Advogado
A organização criminosa operava com uma divisão de tarefas bem definida e geograficamente distribuída, o que dificultava o rastreamento e a identificação dos envolvidos. Cada núcleo tinha uma função específica para garantir o sucesso da fraude e a lavagem do dinheiro ilícito.
- Brasília (DF): Considerado o núcleo de execução do golpe, era onde se concentravam os responsáveis pelo acesso indevido ao sistema e-SAJ, uma ferramenta crucial para a simulação de processos judiciais. Também operavam as contas de e-mail utilizadas para enganar as vítimas.
- Goiânia e Região Metropolitana/GO: Este era o principal centro financeiro da rede. Aqui, centralizadores de valores e operadores realizavam os saques presenciais do dinheiro em espécie, geralmente em casas lotéricas, dificultando a rastreabilidade bancária.
- Demais Estados (BA, MG, RJ, RN): Nestes locais, estavam os titulares das chamadas “contas de passagem”. Essas contas eram utilizadas para pulverizar e fragmentar os recursos logo após o recebimento, um método eficaz para dificultar o rastreamento financeiro pelas autoridades.
Mobilização Policial e os Primeiros Resultados da Ação
A operação mobilizou um contingente expressivo de forças de segurança, contando com a participação de 60 policiais civis goianos. Além disso, duas equipes da Deic de São Paulo ofereceram suporte estratégico, reforçando a importância da colaboração interinstitucional em investigações de grande porte.
Os resultados iniciais da ação incluem a localização de investigados e a identificação de coautores e outros participantes da rede criminosa. Foram apreendidos documentos relevantes, aparelhos de telefone e diversos dispositivos eletrônicos, todos de interesse para o aprofundamento das investigações. Até o momento, a Polícia Civil de Goiás não confirmou nenhuma prisão durante a operação, mas as evidências coletadas são cruciais para o avanço do caso.
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