Petrobras quebra recordes de produção e refino no segundo trimestre

A Petrobras anunciou um desempenho operacional histórico no segundo trimestre deste ano, impulsionado por uma série de fatores que levaram a empresa a superar marcas anteriores em produção de óleo e gás, além de refino. A estatal registrou um volume recorde de produção total, consolidando sua expansão e eficiência em um período de intensa atividade.

As informações detalhadas sobre esses resultados foram divulgadas em um Fato Relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), destacando a robustez das operações e a estratégia de crescimento da companhia.

Produção de óleo e gás impulsiona resultados históricos

A produção média total de óleo, líquidos de gás natural (LGN) e gás natural da Petrobras atingiu a impressionante marca de 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed). Este volume representa um crescimento significativo de 14,1% em comparação anual e 3,4% em relação ao primeiro trimestre do ano. O sucesso é atribuído à aceleração operacional do FPSO P-79, que iniciou suas atividades em maio, antes do previsto.

Além disso, o ramp-up das plataformas Maria Quitéria, Alexandre de Gusmão e P-78, juntamente com a entrada em operação de dez novos poços produtores nas bacias de Santos e Campos, foram cruciais para esses resultados. No campo de Búzios, um dos principais ativos da companhia, a produção média diária ultrapassou 1,2 milhão de barris em junho, alcançando pela primeira vez uma média mensal superior a 1 milhão de barris por dia. A Bacia de Campos também demonstrou recuperação, com a extração de óleo chegando a 559 mil barris diários, o segundo maior volume desde o final de 2023, revertendo o declínio de campos maduros através de novos investimentos.

Refino e comercialização com eficiência máxima

No segmento de Refino, Transporte e Comercialização, a Petrobras também alcançou um marco notável. O fator de utilização total (FUT) do parque de refino atingiu 101,2%, superando o recorde histórico anterior de 2014. Com dois meses consecutivos de ocupação em 102,5% (abril e maio), a alta capacidade de processamento permitiu à empresa aumentar a oferta interna de derivados próprios.

Essa eficiência resultou na redução das importações de combustíveis para o menor patamar trimestral recente, com destaque para a queda nas compras externas de petróleo (-43,3%) e diesel (-63,3%) em comparação ao trimestre anterior. A produção total de derivados cresceu 5,6% frente ao primeiro trimestre, totalizando 1,918 milhão de barris por dia, com recordes trimestrais na fabricação de diesel S10 (509 mbpd) e querosene de aviação (109 mbpd).

Expansão global e compromisso com a transição energética

O avanço na extração de petróleo impulsionou significativamente o comércio exterior da companhia. As exportações líquidas da Petrobras registraram um aumento de 26,2% no trimestre, atingindo 1,075 milhão de barris diários. No cenário internacional, a Petrobras reconfigurou sua carteira de compradores de petróleo bruto para compensar a menor demanda chinesa, conquistando cinco novos clientes refinadores na Ásia, Europa e África.

Paralelamente, a empresa demonstra seu compromisso com a agenda de transição energética. Houve um aumento no processamento de matérias-primas renováveis no Diesel R e no asfalto, além da comercialização de um volume maior de Combustível Sustentável de Aviação (SAF). A Petrobras também assinou o contrato ProFloresta+ com o BNDES, visando a aquisição de 5 milhões de créditos de carbono provenientes da restauração ecológica na Amazônia, reforçando sua atuação em sustentabilidade. Para mais informações sobre a regulamentação do mercado de capitais, visite o site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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