Polarização regional se acentua: Lula forte no Nordeste, Flávio Bolsonaro ganha terreno no Sul, indica Quaest
Uma recente pesquisa Genial/Quaest revela um cenário eleitoral brasileiro cada vez mais segmentado por regiões e perfis demográficos. Os dados apontam para uma consolidação de forças em diferentes partes do país, com o presidente Lula mantendo uma sólida vantagem no Nordeste e o senador Flávio Bolsonaro registrando um crescimento notável no Sul e entre determinados grupos de eleitores.
Em um eventual segundo turno, a pesquisa mostra que Lula alcança 64% das intenções de voto no Nordeste, enquanto Flávio Bolsonaro chega a 56% na região Sul. Este movimento de fortalecimento em suas respectivas bases regionais se intensificou entre julho e agosto, com Flávio avançando 10 pontos no Sul e Lula crescendo 7 pontos no Nordeste, sublinhando a forte divisão geográfica da disputa.
Avanço de Flávio Bolsonaro em Segmentos Chave
O senador Flávio Bolsonaro demonstrou um crescimento significativo em diversos segmentos do eleitorado. Entre os homens, ele passou de 40% para 44%, enquanto Lula recuou de 44% para 40%, configurando um empate técnico dentro da margem de erro de três pontos percentuais para este grupo.
Além disso, a pesquisa aponta que Flávio subiu de 36% para 42% entre eleitores com idade entre 35 e 59 anos. Seu avanço também foi notado entre aqueles com ensino médio completo, passando de 40% para 44%, e na direita não bolsonarista, onde atingiu expressivos 81% das intenções de voto. Estes dados indicam uma capacidade do senador de atrair diferentes parcelas do eleitorado.
Lula Mantém Vantagem em Bases Tradicionais
Apesar dos movimentos de Flávio Bolsonaro, o presidente Lula preserva uma liderança expressiva em suas bases tradicionais, além do Nordeste. A pesquisa detalha as diferenças marcantes em grupos específicos:
- Beneficiários do Bolsa Família: 62% a 26%
- Eleitores pretos: 61% a 22%
- Eleitores com ensino fundamental: 55% a 30%
- Renda de até dois salários mínimos: 54% a 30%
Por outro lado, Flávio Bolsonaro lidera entre evangélicos (48% a 33%), brancos (46% a 36%), eleitores com ensino superior (45% a 34%) e aqueles com renda acima de cinco salários mínimos (44% a 36%).
Cenário Eleitoral no Primeiro Turno e Outras Simulações
No primeiro turno, Lula mantém a dianteira, embora tenha registrado uma leve oscilação negativa, passando de 40% para 39%. Flávio Bolsonaro, por sua vez, avançou de 28% para 30%. A pesquisa também simulou outros cenários de segundo turno, nos quais Lula aparece com 45% contra 37% de Ronaldo Caiado, 46% a 34% de Romeu Zema e 45% a 35% de Renan Santos.
A rejeição aos candidatos permanece elevada, com 54% para Flávio Bolsonaro e 52% para Lula, indicando um desafio para ambos na busca por eleitores indecisos ou que possam mudar de voto.
A Dinâmica da Disputa e a Consolidação de Grupos
A análise da pesquisa sugere que a corrida eleitoral está se tornando menos dependente de uma vantagem uniforme em nível nacional e mais focada na capacidade de cada candidato de consolidar diferentes grupos de eleitores. Lula perdeu força entre os independentes, caindo de 40% para 33%, enquanto Flávio Bolsonaro avançou na direita não bolsonarista.
Em contraste, o presidente melhorou sua aprovação no Nordeste, onde atingiu 66%, reforçando sua base regional. A fotografia de agosto, portanto, revela uma disputa nacional ainda polarizada, mas com movimentos relevantes nos grupos intermediários, que podem ser decisivos para o resultado final.
Metodologia da Pesquisa Genial/Quaest
A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 pessoas em diversas localidades do país, entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. O levantamento possui uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. Os dados estão devidamente registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06591/2026. Para mais detalhes, consulte a fonte original em O Globo.
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