Cerca de três meses após a aplicação de polilaminina, o paciente Nicolas Henrique Lima Dantas, de 20 anos, passou a sentir o calor e o frio de objetos que entram em contato com suas pernas. A melhora na sensibilidade térmica é uma das evoluções atribuídas ao medicamento experimental para o tratamento de paraplegia e tetraplegia. O jovem foi o primeiro a receber a molécula no Ceará, por meio de uma aplicação realizada no Instituto José Frota (IJF). O paciente foi incluído nos estudos em maio de 2026 após sofrer um trauma raquimedular e receber o diagnóstico de paraplegia no fim do ano de 2025. Desde então, Nicolas não apresentava movimentos ou sensibilidade abaixo do nível da lesão medular, o que os profissionais da saúde chamam de ASIA-A.
“Ele está evoluindo com esse retorno [da sensibilidade] e não há outro motivo a não ser a polilaminina porque, na literatura médica, quando o paciente tem a ASIA-A, a lesão completa da medula, ele perde totalmente e de forma definitiva a sensibilidade e a motricidade”, explica o médico neurocirurgião do Instituto José Frota (IJF), Lucas Chaves, ao Diário do Nordeste.
Fonte: Diário do Nordeste

