A permanência do deputado federal Mauro Filho (União Brasil) na vice-liderança do Governo Lula na Câmara dos Deputados tornou-se insustentável. No Ceará, Mauro é crítico da gestão Elmano de Freitas e, em Brasília, ocupava um dos cargos mais cobiçados que o deixava na porta de entrada do Palácio do Planalto.
Coordenador do programa de governo da candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao Palácio da Abolição, Mauro queria continuar como aliado lá e oposição, cá. Houve, porém, incompatibilidade e, com isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu afastá-lo da função. Governo
Aliados do Palácio do Planalto esperavam que Mauro Filho entregasse espontaneamente o cargo assim que passou a integrar a linha de frente da campanha de Ciro. Era uma postura mais altiva e menos constrangedora.
Mauro optou por permanecer na vice-liderança do Governo Federal na expectativa de que, com o passar do tempo, poderia conciliar os dois extremos: a estratégia, não resistiu ao acirramento da disputa eleitoral.
Aliado de Ciro Gomes, Mauro intensificou as críticas ao Governo Elmano e, simultaneamente, buscava manter a vinculação à gestão Lula, cuja popularidade permanece elevada entre os eleitores cearenses. Após a saída de Mauro, Ciro o elogiou e definiu o afastamento do cearense da vice-liderança do Governo Lula como ato de coronelismo.
Fonte: Ceará Agora

