O governo Lula deverá ter a primeira reunião de reabertura de negociações com os Estados Unidos na semana que vem. A agenda entre o ministro do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Márcio Elias Rosa, e o representante do USTR (Escritório de Comércio dos Estados Unidos), Jamieson Greer, é aguardada para a segunda-feira (31).
A conversa, no formato virtual, era esperada para esta semana, mas por questões de agenda não foi possível acertar uma data mais próxima.
A sinalização dos americanos de retomar o diálogo técnico com o Brasil veio após o telefonema do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o presidente Donald Trump, na última sexta-feira (21).
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Até então, o Brasil via com pessimismo a possibilidade de renegociar antes da eleição presidencial os dois últimos tarifaços aplicados contra diversos setores. A conversa, no entanto, reascendeu expectativas de um acordo com a gestão Trump.
A avaliação é de que a ligação já abriu uma porta, que é a retomada das conversas. Outro ponto frisado por fontes foi a procura imediata de Jamison Greer em acionar o Brasil após o diálogo dos dois mandatários.
No diálogo dos dois mandatários, Lula teria dito a Trump que a taxação é baseada em informações falsas, segundo o relato do próprio petista durante um ato de campanha em Belo Horizonte horas após o telefonema.
“Eu disse ao presidente Trump que a taxação é irreal e foi feita com base na mentira. Eles falaram do desmatamento, e o Brasil tem o menor desmatamento da história. Falaram do trabalho forçado, e nós combatemos o trabalho forçado”, disse durante ato de campanha realizado em Belo Horizonte, capital mineira, horas depois do telefonema.
“E Trump reconheceu e pediu para o secretário de comércio marcar uma reunião com o Márcio [Elias Rosa]”, completou.
Em 23 de julho, o USTR confirmou a aplicação de uma nova tarifa contra 60 países que teriam se beneficiado comercialmente de produtos ligados ao trabalho forçado, com o Brasil entre eles sob a taxação de 12,5%.
Um dia antes, entrou em vigor uma tarifa de 25% contra produtos brasileiros com base em uma investigação do órgão aberta gestão Trump no contexto do primeiro tarifaço aplicado contra o Brasil, de 50%, em julho de 2025.
Fonte:CNN Brasil

