O governo brasileiro avalia que a atuação do segmento empresarial conseguiu diminuir a resistência da Casa Branca à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No Palácio do Planalto, os contatos dos empresários Joesley Batista, da J&F, e de André Esteves, do BTG, foram considerados cruciais para retomar negociações com os Estados Unidos sobre o chamado tarifaço.
Ainda assim, os últimos recados dados pela Casa Branca foram de que uma redução das tarifas ou aumento da lista de exceções de produtos isentos só ocorrerá após a definição eleitoral no Brasil.
Brasil e EUA terão nova rodada de negociação sobre tarifaço
Para assessores do governo, a Casa Branca tem se blindado de pressões diplomáticas, principalmente por meio da atuação do secretário norte-americano Marco Rubio, e a única brecha atualmente é o contato do segmento econômico.
O próprio presidente Donald Trump tem dado sinais a interlocutores brasileiros que se sente mais confortável no diálogo com empresários, uma vez que, na visão dele, falariam a “língua do dinheiro”.
Na última conversa que teve com Esteves, no final de semana, Trump teria se mostrado interessado nas projeções da economia brasileira.
Os detalhes da conversa foram repassados a Lula, que, de acordo com fontes do governo brasileiro, avaliou que o presidente americano está mais aberto a um diálogo com o petista.
No Palácio do Planalto, a avaliação é de que o petista estaria disposto a viajar novamente aos Estados Unidos logo após o período eleitoral, caso seja reeleito.
A intenção é repactuar a relação com o presidente americano sem o que o governo brasileiro chama de “contaminação eleitoral”.
Fonte:CNN Brasil

