Integrantes da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição veem com preocupação o impacto do caso Moraes nas eleições.
A avaliação é de que as revelações sobre conversas e encontros do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) podem reforçar narrativas da direita contra a corte e impulsionar adversários. Especialmente aqueles que tentam se colocar como uma terceira via frente a um esgotamento com a polarização, como, por exemplo, Augusto Cury (Avante), que chegou aos dois dígitos nas intenções de voto mapeadas por diferentes institutos de pesquisa.
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A visão é de que o episódio tem poder de convencimento junto à opinião pública sobre o que é falado historicamente pelo bolsonarismo, que tem Moraes como um algoz.
A orientação no QG de Lula continua a ser a de manter distância do caso Moraes e explorar que não há qualquer conexão de Lula com os fatos.
Diferente da direita, por exemplo, o PT não pretende endossar pedidos de impeachment contra André Mendonça, apesar das críticas feitas ao ministro por uma atuação seletiva e com fins políticos para influenciar no calendário eleitoral.
Dentro do PT, a estratégia é pressionar para que o ministro também levante o sigilo do caso Dark Horse, que poderia trazer novas implicações ao principal adversário na corrida presidencial, Flávio Bolsonaro (PL).
Fonte:CNN Brasil

