Juliette revela hábito de comer talco e comportamento acende alerta para possível deficiência nutricional

A cantora e ex-BBB Juliette surpreendeu as apresentadoras do programa Saia Justa, do GNT, ao revelar que tem o hábito de comer talco. A declaração foi feita durante uma conversa sobre “prazeres secretos” e chamou a atenção nas redes sociais.

Apesar de ter sido contada de forma descontraída, a ingestão de substâncias que não são alimentos pode representar um sinal de alerta quando ocorre de maneira frequente.

Segundo o nutrólogo Patrick Ferreira, é importante observar a frequência, a quantidade ingerida e há quanto tempo o comportamento acontece. A prática recorrente de consumir substâncias sem valor nutricional pode estar associada a alterações nutricionais, entre outros fatores.

O que é a síndrome de pica?

Um dos possíveis quadros relacionados ao consumo persistente de substâncias não alimentares é a chamada síndrome de pica. A condição é caracterizada pela ingestão recorrente de materiais que não possuem valor nutricional, como terra, papel, giz, cabelo e outros produtos.

A síndrome pode aparecer com maior frequência em situações como a deficiência de ferro e durante a gestação. No entanto, o simples fato de uma pessoa relatar vontade de consumir determinado produto não é suficiente para estabelecer um diagnóstico.

A avaliação deve considerar o comportamento como um todo e, quando necessário, incluir exames para investigar possíveis deficiências de ferro, vitaminas e minerais.

Comer talco faz mal?

O talco é um produto desenvolvido para uso externo e não deve ser consumido. A ingestão ou inalação do pó pode provocar irritação na garganta, tosse, vômitos e diarreia. Quando partículas são aspiradas e chegam aos pulmões, também podem ocorrer complicações respiratórias.

Por isso, especialistas recomendam que pessoas que apresentam desejo frequente de ingerir produtos que não são alimentos procurem avaliação profissional.

No caso de Juliette, a declaração, por si só, não permite afirmar que ela tenha síndrome de pica ou alguma deficiência nutricional. A associação só pode ser feita após uma avaliação médica adequada.

 

Fonte: Metrópoles, com informações da coluna Fábia Oliveira e especialistas ouvidos pela reportagem.