Suspeito de ameaçar e extorquir vendedores de gás em Baturité é preso

Um homem de 30 anos foi preso nessa quarta-feira, 2, em Baturité, a 173 quilômetros de Fortaleza, suspeito de integrar a facção criminosa Comando Vermelho (CV). Francisco Leonardo Alves da Silva é apontado como autor de ameaças e extorsões contra comerciantes do ramo de revenda de gás de cozinha no município.

Conforme investigações da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), as investidas do grupo levaram ao fechamento de três dos quatro estabelecimentos do setor em Baturité.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, a facção também vem ameaçando candidatos nas eleições deste ano. A prisão de Francisco Leonardo ocorreu após policiais civis receberem a informação de que ele se preparava para fugir de Baturité.

O Auto de Prisão em Flagrante (APF) informa que três testemunhas, agentes de segurança que tiveram as identidades preservadas, apontaram Francisco Leonardo como figura central da organização criminosa em Baturité.

Ele seria subordinado a um homem conhecido como “Davi Mancha”, que estaria escondido no Rio de Janeiro (RJ) e, de lá, emana ordens para as práticas criminosas na região.O APF menciona ainda que foi necessário recorrer aos depoimentos sigilosos dos agentes pois as vítimas, mesmo após serem notificadas, não compareceram à delegacia para realizar as oitivas.

Suspeito tem prisão preventiva decretada

Em audiência de custódia realizada nesta quinta-feira, 3, a Justiça decretou a prisão em preventiva de Francisco Leonardo.
“A posição de liderança atribuída ao custodiado, a natureza das condutas investigadas e, sobretudo, o receio concretamente demonstrado por vítimas e testemunhas quanto à prestação de depoimentos revelam que providências menos gravosas não seriam suficientes para impedir a continuidade das práticas intimidatórias ou preservar a regularidade da instrução”, afirmou na decisão o juiz Maycon Robert Moraes Tomé. Durante a audiência, Francisco Leonardo alegou ter sido agredido por policiais militares no domingo, 30, três dias antes de sua prisão.

O magistrado determinou a apuração da denúncia e enviou o relato a órgãos como o Ministério Público Estadual (MPCE) e a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública (CGD).

Fonte: O Povo