No Rock in Rio, Daniela Mercury ataca financiamento sob investigação de “Dark Horse”.

A cantora Daniela Mercury marcou presença no palco do Rock in Rio com uma performance que gerou grande repercussão, fazendo uma clara referência ao filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL). O momento aconteceu durante a participação da artista no show dos Gilsons, no Palco Sunset, neste sábado (12.set.2026), e rapidamente viralizou nas redes sociais.

A apresentação contou com uma pessoa fantasiada de cavalo preto, em uma alusão direta ao longa-metragem. A cena não apenas chamou a atenção do público presente, mas também provocou discussões sobre o contexto político e as investigações que envolvem o financiamento da produção cinematográfica.

A Performance Marcante no Palco Sunset

Durante sua participação especial no festival, Daniela Mercury utilizou o palco para uma manifestação artística com forte teor crítico. A figura do cavalo preto, que distribuiu cédulas de dinheiro falsas para a plateia, foi o ponto central da performance.

Essa encenação simbolizou a controvérsia em torno do financiamento do filme, que tem sido alvo de apurações. A escolha do Rock in Rio como palco para essa mensagem amplifica o alcance da crítica, dada a visibilidade e o público diversificado do evento.

O Significado por Trás do ‘Cavalo Preto’

O termo “dark horse” é comumente utilizado na língua inglesa para se referir a um azarão, alguém ou algo que surge de forma inesperada e pode surpreender. No entanto, a tradução literal, “cavalo preto”, foi explorada na performance de Daniela Mercury para estabelecer uma conexão direta com o título do filme sobre Jair Bolsonaro.

A distribuição de dinheiro falso, por sua vez, representou uma crítica explícita ao financiamento do projeto cinematográfico. A ação remete à polêmica envolvendo o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, que teria sido responsável por aportar recursos para a produção do filme, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Investigações e Controvérsias sobre o Financiamento

O financiamento do filme “Dark Horse” tornou-se objeto de uma investigação conduzida pela Polícia Federal. As apurações buscam esclarecer a origem dos recursos utilizados na produção e se houve possíveis desvios de verbas públicas.

A PF identificou contatos entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro para negociar o aporte financeiro ao projeto. A investigação visa determinar se as movimentações financeiras estão em conformidade com a lei e se parte do dinheiro empregado na produção teve origem ilícita, o que adiciona uma camada de complexidade à repercussão da performance de Daniela Mercury.

O Filme ‘Dark Horse’: Produção e Adiamento

A cinebiografia “Dark Horse” retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro e é dirigida por Cyrus Nowrasteh, com o ator Jim Caviezel no papel do ex-presidente. Inicialmente, o lançamento do filme estava previsto para ocorrer antes das eleições, mas foi adiado pela produtora.

O adiamento e as subsequentes investigações da Polícia Federal sobre a origem dos recursos da produção colocaram o filme no centro de um debate público e judicial. A controvérsia em torno de “Dark Horse” é um pano de fundo importante para a compreensão da crítica veiculada pela artista no festival.

A Defesa de Flávio Bolsonaro

Diante das investigações, o senador Flávio Bolsonaro tem negado qualquer irregularidade no financiamento do filme. Ele afirma que o aporte de recursos foi uma iniciativa de caráter privado e defende a divulgação completa dos documentos relacionados à investigação, buscando transparência no processo.

A postura do senador é parte do cenário de polarização e debate que envolve o filme e sua produção, elementos que Daniela Mercury trouxe à tona de forma artística e provocativa no Rock in Rio.

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