Moradores e porteiro acionaram a Polícia após queda de Isabelle Caracristi: veja cronologia do caso
Entre a queda e morte de Isabelle Caracristi e a chegada da Polícia Militar do Ceará (PMCE) ao local se passaram cerca de 15 minutos, no dia 13 de setembro. Documentos obtidos com exclusividade pela editoria de Segurança do Diário do Nordeste mostram que moradores que presenciaram a queda acionaram a Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) às 20h40, e que o porteiro do Condominio La Piazza fez uma segunda ligação.
Isabelle caiu do 23º andar do prédio onde o namorado, João Munhoz Neto, morava no bairro Aldeota, em Fortaleza. O homem foi preso pela Polícia Civil nesta terça-feira (22).
As circunstâncias da queda ainda não foram divulgadas. A reportagem apurou que ela estava sozinha no local.
Munhoz Neto é investigado por “supressão, ocultação ou destruição de provas, especialmente em razão da notícia de desocupação do imóvel, retirada dos objetos e da dificuldade a localização dos investigados”, além de possível induzimento ao suicídio.
A prisão ainda teve como base o crime de violência psicológica contra a mulher (art. 147-B do Código Penal).
VEJA A CRONOLOGIA DO QUE ACONTECEU APÓS ISABELLE CAIR:
20h40 do dia 13/09: morador informa que pessoa acabou de “se jogar do prédio”
20h41: equipe da Polícia Militar diz estar ciente
20h42: porteiro liga para reforçar o pedido e informa que vai receber e autorizar a entrada dos policiais
20h55: chega ao local uma equipe do Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur) que estava na CeArt
21h13: constatado que não havia rabecão disponível ainda
21h14: não havia perícia disponível ainda
22h14: perito ciente
23h50: perícia concluída
00h55: guia cadavérica feita com os nome completo, nome da mãe, e idade da vítima (ela não deu entrada como indigente)
00h55: corpo entregue na sede da Pefoce
JOÃO MUNHOZ NETO É PRESO
A Polícia Civil do Ceará (PCCE) prendeu nesta terça-feira (22) o bacharel em Direito João Munhoz Neto, namorado da estudante Isabelle Caracristi. A universitária foi encontrada morta no último dia 13 de setembro, em um edifício residencial localizado no bairro Aldeota, em Fortaleza.
A editoria de Segurança do Diário do Nordeste apurou que um das motivações para o pedido de prisão preventiva é tentativa de obstrução de Justiça.
Segundo apuração feita em documentos exclusivos, João Munhoz Neto deu ordem ao administrador do condomínio para que se a família de Isabelle fosse ao prédio, não os deixassem entrar.
Uma hora antes de morrer, Isabelle mandou áudios para um parente, afirmando que o que viesse a acontecer com ela era culpa do namorado.
Ainda no dia da morte da estudante de Direito, quando João retornou ao prédio, segundo um colaborador, ele pediu que o zelador o ajudasse a encontrar o celular da namorada. Lixeiras das áreas em comum foram reviradas.
Mandados de busca e apreensão para recolher os celulares de João e da mãe dele, esta localizada no Cumbuco no último domingo, foram cumpridos.
OBSTRUÇÃO DE JUSTIÇA E INDUZIMENTO AO SUICÍDIO
Munhoz Neto é investigado por “supressão, ocultação ou destruição de provas, especialmente em razão da notícia de desocupação do imóvel, retirada dos objetos e da dificuldade a localização dos investigados”, além de possível induzimento ao suicídio.
A reportagem entrou em contato com a defesa de João, que disse que ele prestou depoimento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na noite dessa segunda-feira (21) e entregou o celular aos investigadores.
Como já dito anteriormente em primeira mão pela reportagem, João Munhoz não estava no prédio quando ocorreu a morte de Isabelle, após ela cair do 23º andar, onde está localizado o terraço do edifício. A informação é que ele saiu do edifício cerca de duas horas antes, dizendo que iria à missa. Os demais parentes dele também não estavam no local.
Fonte:Diário do Nordeste

