Modelo home office perde força no pós-pandemia, mostra IBGE

No ano passado, 7,9% da população brasileira ocupada trabalhava em seu próprio domicílio de residência, segundo as informações da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua – Características Adicionais do Mercado de Trabalho, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O levantamento considerou as pessoas empregadas pelo setor privado, com série histórica iniciada em 2012. Desse público, a porcentagem ficou estabilizada de 2024 para 2025, e caiu cerca de 0,5 ponto percentual desde 2022.

Os resultados mostram uma desaceleração do uso desta modalidade de trabalho desde o fim da pandemia de Covid-19, quando diversas empresas passaram operar de forma remota.

Por outro lado, o home office tem crescido nos últimos 13 anos. Em 2012, a porcentagem de trabalhadores que trabalhavam nesse regime era 3,6%. Já em 2019, o número se elevou para 5,1%.

Comparando o ano inicial da série histórica com o presente momento, percebe-se um aumento de 4,3 pontos percentuais até 2025.

Na distribuição por região, o Nordeste ocupa o primeiro lugar no ranking de locais mais aptos ao modelo, com 8,6% dos seus trabalhadores atuando em home office. Em seguida vem o Sudeste, com 8,2%; o Norte, com 7,5%; o Centro-Oeste, com 7%; e Sul, com 6,5%.

Na contramão, o trabalho presencial na empresa ganha disparado dos outros modelos. Segundo os dados do IBGE, 29,3% ainda trabalha dessa forma ao considerar aqueles que atuam em local designado pelo empregador, fazendas, via ou área pública e em veículos automotores.

Já considerando aqueles que também trabalham em estabelecimentos físicos do próprio emprendimento, o número cedeu apenas 2,5% desde 2012. De acordo com o levantamento, esse ainda é o principal meio de trabalho da maioria das pessoas.

Em 2012, 62,7% dos trabalhadores atuavam nesse modelo, enquanto em 2019 o número caiu para 58,6%. Em 2022, a taxa cedeu ainda mais com pandemia, para 57,9%, mas voltou a subir para 59,4% em 2024.

Já em 2025, enquanto o trabalho remoto estagnou, a população ocupada que trabalham em estabelecimentos físicos do próprio emprendimento subiu para 60,2%.

No mesmo ano, uma pesquisa da LCA4intelligence obtida com exclusividade pela CNN Brasil indicava que anúncios do tipo feitos através da plataforma Gupy vem registrando queda desde fevereiro de 2022. O patamar da época, contudo, ainda se encontrava acima da média pré-pandemia.

O menor patamar foi registrado em novembro de 2024, quando o índice ficou 0,54% acima da média de 2019.

A situação brasileira vai na direção oposta de países como os Estados Unidos que, em 2025, tinha metade da sua população trabalhando em regime híbrido – uma mistura entre o home office e presencial.

À época, de acordo com a Gallup, uma empresa de pesquisas de mercado, o número de pessoas que já trabalhavam em um esquema híbrido antes da pandemia era de 32% e, em 2025, passou para 55%.

Já os trabalhos presenciais caíram de 60% para 19%, enquanto os remotos subiram de 8% para 26%.

 

 

 

 

 

Fonte:CNN Brasil