Produção de leite no Ceará: estado supera Bahia e alcança vice-liderança no Nordeste
O Ceará alcançou um marco significativo na pecuária leiteira, consolidando-se como o segundo maior produtor de leite do Nordeste em 2025. Com uma produção que atingiu 1,29 bilhão de litros, o estado superou a Bahia e demonstrou um crescimento notável no setor. Os dados, divulgados nesta quarta-feira (30) pela Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), posicionam o Ceará também na 8ª colocação no ranking nacional.
Este avanço representa um aumento de mais de 7% em relação ao ano anterior, quando a produção cearense somou 1,21 bilhão de litros. A performance coloca o Ceará atrás apenas de Pernambuco na região, que registrou 1,52 bilhão de litros, e o insere no seleto grupo de nove unidades da Federação com produção anual superior a 1 bilhão de litros no país.
Crescimento expressivo impulsiona Ceará no ranking regional
O desempenho do Ceará na produção de leite em 2025 é um reflexo direto dos investimentos e da evolução da pecuária local. A elevação de 7% na produção total, saltando de 1,21 bilhão para 1,29 bilhão de litros em apenas um ano, foi crucial para a ultrapassagem da Bahia, que historicamente ocupava uma posição de destaque na região. Este movimento não apenas redefine o cenário da produção leiteira nordestina, mas também reforça a capacidade produtiva do estado.
A ascensão do Ceará ao posto de segundo maior produtor do Nordeste é um indicador da vitalidade do setor. Apenas Pernambuco, com 1,52 bilhão de litros, mantém uma produção superior na região. Nacionalmente, o estado figura entre os nove maiores produtores, evidenciando a relevância da sua contribuição para o abastecimento do país.
Panorama nacional da produção de leite em 2025
No cenário brasileiro, a produção de leite em 2025 alcançou a marca de 36,6 bilhões de litros, com Minas Gerais mantendo a liderança incontestável. O estado mineiro foi responsável por 10,07 bilhões de litros, o que representa 27,4% do total nacional. Em seguida, destacam-se Paraná, com 4,8 bilhões, e Rio Grande do Sul, com 4,2 bilhões de litros.
Outros estados com produção expressiva incluem Santa Catarina (3,4 bilhões), Goiás (2,9 bilhões), Pernambuco (1,52 bilhão) e São Paulo (1,5 bilhão). O Ceará, com seus 1,29 bilhão de litros, e a Bahia, com 1,22 bilhão, completam a lista dos principais produtores que superam a marca de um bilhão de litros anuais, demonstrando a diversidade geográfica da pecuária leiteira no Brasil.
Morada Nova mantém liderança e demonstra ganho de produtividade
Dentro do Ceará, o município de Morada Nova continua a ser o grande destaque da produção leiteira. A cidade registrou 117,3 milhões de litros em 2025, um aumento de 7,8% em relação ao ano anterior. Este volume coloca Morada Nova na 3ª posição entre os municípios do Nordeste e na 11ª no ranking nacional, ficando atrás apenas de Itaíba (PE) e Poço Redondo (SE) na região.
Um aspecto notável do desempenho de Morada Nova é o ganho de produtividade. O município conseguiu elevar sua produção mesmo com uma leve redução no número de vacas ordenhadas, que passou de 42,6 mil para 41,8 mil cabeças. Esse dado sugere uma maior eficiência por animal, indicando avanços nas técnicas de manejo e alimentação. Em contraste, o Ceará como um todo viu o número de vacas ordenhadas crescer de 732,1 mil para mais de 757 mil, um aumento de 3,4%, acompanhando a expansão da produção estadual.
Distribuição da produção e os maiores polos cearenses
A produção de leite no Ceará é uma atividade capilarizada, presente em todos os 184 municípios do estado, conforme o levantamento do IBGE. Embora Morada Nova lidere com folga, a distribuição geográfica da pecuária leiteira é ampla, com a menor produção registrada em Guaramiranga, com 32 mil litros.
A concentração da atividade é mais evidente em regiões como o Sertão Central, Centro-Sul e Vale do Jaguaribe. Nesses polos, encontram-se alguns dos maiores produtores estaduais, como Quixeramobim (80,1 milhões de litros), Iguatu (59 milhões de litros) e Acopiara (44,6 milhões de litros). Outros municípios que se destacam são Jaguaretama (42,1 milhões), Jaguaribe (41,5 milhões), Quixelô (37 milhões), Milhã (36,6 milhões), Icó (32,5 milhões) e Alto Santo (28,6 milhões), consolidando a importância dessas áreas para a economia leiteira cearense.
A ascensão do Ceará ao posto de segundo maior produtor de leite do Nordeste em 2025 é um feito que ressalta a resiliência e o potencial de desenvolvimento da pecuária local. A superação da Bahia e a posição de destaque no cenário nacional demonstram a força do setor, que combina o crescimento do rebanho produtivo com o aumento da eficiência em polos estratégicos.
Os dados da Pesquisa da Pecuária Municipal do IBGE oferecem uma visão detalhada dessa expansão, revelando que o sucesso cearense não se limita a um único município, mas se espalha por todo o estado, com diferentes estratégias de crescimento em jogo. Este cenário promissor aponta para um futuro de ainda maior relevância para a produção de leite no Ceará.
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