Nicarágua negou agrément para embaixadora dos EUA, diz vice de Rubio
O regime de Daniel Ortega, da Nicarágua, negou a permissão para que a diplomata proposta pelos Estados Unidos liderasse a embaixada norte-americana em Manágua, de acordo com o “segundo em comando” do Departamento de Estado de Donald Trump.
“[A primeira-dama Rosario] Murillo e Ortega têm fechado sistematicamente as portas para um diálogo produtivo. Ontem mesmo, eles rejeitaram o agrément para nossa embaixadora altamente qualificada, demonstrando sua relutância em aceitar um engajamento diplomático profissional”, disse o subsecretário de Estado Christopher Landau em discurso na reunião de chanceleres da OEA (Organização dos Estados Americanos).
Na última quarta-feira (30), o Senado norte-americano aprovou a nomeação da diplomata Natasha Franceschi como nova embaixadora dos Estados Unidos na Nicarágua.
Durante reunião de chanceleres da OEA (Organização dos Estados Americanos) convocada excepcionalmente para discutir a situação no país centro-americano, Landau pediu que os países americanos “mantenham o foco” na Nicarágua.
Os Estados Unidos lideraram a aprovação de uma resolução nesta sexta-feira (2) que afirma que a Nicarágua representa um risco para a segurança e para a paz do hemisfério.
O Brasil aprovou o texto, mas ressaltou em uma nota de rodapé que não concorda com essa classificação.
O temor de diplomatas brasileiros era de que a resolução pudesse abrir caminho para ações coercitivas dos Estados Unidos, como ocorreu na Venezuela.
O texto também decidiu criar um grupo ministerial para acompanhar a situação no país centro-americano.
“Aprovar esta resolução hoje por consenso ilustra nossa decisão de dizer para essa ditadura: ‘estamos te vendo, vamos continuar pressionando até vermos mudança”, justificou Landau.
A Nicarágua voltou ao foco das preocupações na OEA após Daniel Ortega ter afirmado que não seriam realizadas eleições e ter promovido uma reforma constitucional que amplia o mandato presidencial e facilita a exclusão de opositores das eleições.
Fonte:CNN Brasil

