Soja sobe 1,7% em Chicago com colheita dos EUA abaixo do esperado

O preço da soja fechou em alta nesta terça-feira (06) na Bolsa de Chicago, impulsionada pelo avanço abaixo do esperado da colheita nos Estados Unidos e pela piora nas condições das lavouras. O contrato futuro para novembro subiu 1,74% e terminou a sessão cotado a US$ 13,03 por bushel.

Segundo a Granar, o mercado reagiu aos dados divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que mostraram que 25% da área de soja havia sido colhida até o momento. O percentual representa avanço em relação aos 17% registrados na semana anterior, mas ficou abaixo da média de cinco anos, de 33%, e dos 29% projetados pelos operadores.

O USDA reduziu de 58% para 57% a parcela das plantações classificadas como boas ou excelentes, em linha com a expectativa do mercado. O órgão informou ainda que 85% da soja já havia perdido as folhas.

Além dos dados sobre a safra norte-americana, a valorização dos derivados da soja reforçou o movimento positivo em Chicago. O contrato de dezembro do farelo subiu US$ 8,49 e terminou a sessão a US$ 391,10 por tonelada, enquanto o óleo de soja avançou US$ 12,35, para US$ 1.541,22 por tonelada.

No mercado brasileiro, a forte valorização do real frente ao dólar também influenciou as negociações. A moeda norte-americana era negociada a cerca de R$ 4,9675 no fechamento dos mercados de grãos, abaixo dos R$ 5,2158 registrados no fim da semana passada. O câmbio mais favorável ao real reduz a competitividade da soja brasileira no mercado externo e pode influenciar o ritmo de comercialização pelos produtores.

Milho
A referência para milho encerrou o dia em alta na Bolsa de Chicago, com os preços sustentados por dados de colheita nos Estados Unidos abaixo das expectativas do mercado e pela piora na avaliação das lavouras. O contrato com vencimento em dezembro subiu 2,16% e terminou a sessão cotado a US$ 5,08 por bushel.

Segundo a Granar, o avanço da colheita norte-americana ficou abaixo do esperado pelos operadores, enquanto a parcela da safra classificada como boa ou excelente caiu mais do que o mercado projetava. Os dados reforçaram a pressão sobre a oferta no curto prazo e contribuíram para a valorização dos contratos futuros.

O USDA informou que 23% da área de milho havia sido colhida até o momento, contra 18% na semana anterior. O percentual, porém, ficou abaixo da média de cinco anos, de 27%, e da expectativa dos operadores, de 26%.

O USDA também reduziu de 57% para 54% a parcela do milho classificada como boa ou excelente, enquanto o mercado esperava uma queda para 56%. O órgão informou ainda que 83% da safra já havia atingido a maturidade.

Trigo
O trigo também fechou em alta em meio ao aumento das tensões entre Rússia e Ucrânia e aos novos ataques registrados na região do Mar Negro. Em Chicago, o contrato com vencimento em dezembro avançou 1,73% e terminou a sessão cotado a US$ 7,04 por bushel.

A Granar destacou que a escalada do conflito voltou a colocar em segundo plano as expectativas de possíveis negociações para um cessar-fogo no Mar Negro, que vinham sendo acompanhadas pelo mercado diante da possibilidade de facilitar o fluxo de produtos agrícolas da região.

Entre os episódios recentes, um navio cargueiro ucraniano carregado com milho foi atingido e afundou após um ataque atribuído à Rússia. A embarcação, operada por uma empresa turca, havia sido carregada no porto de Izmail, no rio Danúbio, e seguia com destino à Itália.

O cenário de tensão também se estendeu a outras embarcações. Segundo o governador de Odessa, um navio com bandeira das Ilhas Marshall foi atacado pela Rússia no Mar Negro. Os novos episódios aumentaram as preocupações do mercado com a segurança da navegação e o escoamento de grãos pela região.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:CNN Brasil