Estudantes franceses mantiveram os protestos nesta quinta-feira (8), depois que o governo prometeu atender às suas reivindicações sobre a falta de professores e as condições precárias dos prédios escolares, mas não apresentou detalhes específicos.
O movimento de protesto, que já entra em sua terceira semana, expôs profundas tensões na França entre as demandas populares por investimentos nos serviços públicos em deterioração e um governo com dificuldades financeiras, pressionado pelos mercados de títulos a reduzir sua dívida e seu déficit.
No Liceu Le Corbusier, em Aubervilliers, o ex-aluno Illias Diallo, que atualmente estuda História na Universidade Paris Nanterre, criticou a falta de recursos destinados à educação. “Os colégios estão praticamente caindo aos pedaços. Não sobrou dinheiro”, disse o jovem de 18 anos, acrescentando que reivindicações feitas há muito tempo vêm sendo ignoradas há anos.
A professora de Economia Oceane Bouriat, do Liceu Le Corbusier, afirmou que a resposta do governo às reivindicações dos estudantes foi inadequada. Ela criticou décadas de cortes nos serviços públicos promovidos por governos sucessivos e defendeu compromissos financeiros imediatos, em vez de promessas vazias.
O Ministério da Educação informou que 224 escolas de ensino médio estavam fechadas na manhã desta quinta-feira, enquanto 151 reabriam parcialmente após terem sido fechadas. Segundo o ministério, o número de escolas fechadas havia caído 30% em comparação com a manhã de quarta-feira (7 de outubro), e 94% das escolas de ensino médio estavam total ou parcialmente abertas.
Fonte:CNN Brasil

