O que fez Nidal Hasan, primeiro condenado a ter possível execução pública nos EUA em 90 anos

Nidal Malik Hasan, ex-major do Exército dos Estados Unidos, foi condenado por matar 13 pessoas e ferido outras 32 em um ataque a tiros na base militar de Fort Hood, no Texas, em 5 de novembro de 2009.

Condenado à morte pelo crime, ele poderá ser submetido a um fuzilamento com transmissão ao vivo, segundo informações divulgadas pelo secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, na última quinta-feira (8).

Psiquiatra militar, Hasan atirou contra soldados e funcionários que estavam em um centro de atendimento da base. O ataque aconteceu enquanto militares passavam por procedimentos relacionados ao envio de tropas para o exterior.

O caso voltou à atenção pública após a divulgação de que o governo norte-americano pretende transmitir a execução de Hasan. Em entrevista ao canal de TV Real America’s Voice, Hegseth afirmou que o exército vai garantir que as pessoas possam acompanhar a execução.

Já Sean Parnell, porta-voz do Pentágono, apontou, na última segunda (5), que o presidente Donald Trump havia autorizado a execução de Hasan.

A última execução pública nos Estados Unidos ocorreu em 1936, no Kentucky, quando Rainey Bethea, homem negro condenado por estuprar uma mulher branca, foi enforcado diante de uma multidão.

ATAQUE EM BASE DE FORT HOOD
O ataque conduzido por Hasan ocorreu em 5 de novembro de 2009, na base de Fort Hood, uma das maiores instalações militares dos Estados Unidos.

Na ocasião, o homem abriu fogo contra pessoas que estavam no local e foi atingido por disparos de policiais militares que intervieram para interrompê-lo. 13 pessoas morreram e outras 32 ficaram feridas.

Hasan foi acusado de assassinato premeditado e tentativa de homicídio. Durante o julgamento militar, em 2013, ele foi considerado culpado pelas mortes e recebeu a pena de morte.

A sentença prevê a execução por fuzilamento, método previsto nas normas militares americanas para casos específicos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:Diário do Nordeste