Anthropic pede nova audiência para sair da lista de risco do Pentágono
A Anthropic recorreu na terça-feira (13) a um tribunal de apelações dos Estados Unidos para reconsiderar a decisão que a classifica como risco à segurança nacional. O pedido vem após o Pentágono, sede do Departamento de Defesa do país, ter incluído a desenvolvedora na lista de empresas que representam risco para a cadeia de suprimentos dos EUA.
A medida por parte do Pentágono veio de um impassa entre as partes. Enquanto o Departamento queria acesso livre e irrestrito à IA para atividades militares, a Anthropic não permitiu que seu modelo Claude fosse usado para atividades que envolvessem vigilância em massa de cidadãos e a construção de armas autônomas.
Em resposta, o Pentágono incluiu a Anthropic na lista de empresas e organizações que representam risco à segurança nacional. Na prática, a desenvolvedora passa a ser considerada uma parceria não confiável para fazer negócios nos Estados Unidos, e a impede de fechar contratos com órgãos de segurança do país.
A Anthropic já havia entrado com um pedido para ser removida dessa lista, e chegou a conseguir brevemente.
Já em setembro, um tribunal federal de apelações concordou com o Pentágono, por 2 votos a 1, de que as restrições de segurança da Anthropic poderiam compremeter as operações militares.
A inclusão da empresa na lista de risco do Departamento de Defesa custou bilhões de dólares em negócios perdidos, afirmou a empresa.
Tribunal já se mostrou favorável ao Pentágono
A maioria do tribunal afirmou que o Pentágono agiu razoavelmente depois que a Anthropic se recursou a permitir que sua IA fosse usada em determinados casos. O tribunal também rejeitou a alegação da empresa de que sofreu retaliação do Departamento de Defesa por suas opiniões sobre a segurança da tecnologia.
Na petição apresentada na terça-feira ao Tribunal de Apelações dos EUA em Washington, DC, solicitando uma nova audiência, a desenvolvedora argumentou que a maioria do painel interpretou e transformou erroneamente uma lei federal “voltada para atores estrangeiros hostis em uma que presumivelmente atinge todos os contratados do governo”.
O tribunal permitiu que o Pentágono tomasse medidas contra a Anthropic “sem qualquer processo de pré-designação e apesar das evidências claras de que a designação foi uma retaliação pelo discurso da empresa sobre a segurança da IA”, disse a empresa.
O CEO da Anthropic, Dario Amodei, já defendeu uma regulamentação que abranja todas as empresas de IA de ponta dos EUA, enquanto o governo Trump tem favorecido uma abordagem pró-crescimento.
Fonte:CNN Brasil

