Agressor do metrô enfrenta medida protetiva após ameaçar matar mulher em São Paulo

O homem gravado desferindo socos contra uma mulher no metrô de São Paulo no último domingo acumula outro histórico de violência contra o público feminino. Identificado como Diogo Freire Estevão, ele já era alvo de uma apuração policial e judicial por ameaçar matar outra mulher após um desentendimento comercial e pessoal.

A gravidade dos relatos levou o Poder Judiciário a agir dias antes do episódio registrado no transporte público. Na terça-feira anterior à agressão no metrô, o Tribunal de Justiça de São Paulo expediu uma medida protetiva de urgência que impõe restrições severas de aproximação e comunicação contra o investigado.

Origem do conflito em supermercado e escalada de ameaças

De acordo com os autos do processo, a crise começou a partir de uma discussão entre Lêda Teixeira Freire, esposa de Diogo, e outra mulher dentro de um supermercado no município de Vargem Grande Paulista. O desentendimento, motivado por desavenças banais de convivência, rapidamente evoluiu para agressões verbais e confronto físico mútuo entre as duas mulheres.

Após o episódio no estabelecimento, Diogo passou a intervir diretamente com intimidações telefônicas contra a mulher envolvida no entrevero. Conforme o termo da sentença judicial, ele declarou em chamadas gravadas que a vítima não sabia com quem estava lidando e prometeu persegui-la nos locais que costumava frequentar.

Alegações sobre porte de armas e perseguição até academia

Durante os telefonemas anexados à ação penal, Diogo teria afirmado repetidamente que possuía arma de fogo e que pretendia assassinar a mulher e o marido dela. O companheiro da vítima relatou às autoridades que o agressor garantia ter disposição financeira para arruinar a vida da família e que o casal só continuava vivo por não ter sido encontrado no momento do entrevero.

A perseguição continuou no mês de julho, quando o investigado teria comparecido por volta das 5h da manhã à academia frequentada pelas vítimas em Vargem Grande Paulista. Diante de novas ofensas e promessas de morte no local, equipes de segurança privada e a Polícia Militar precisaram intervir, resultando na proibição definitiva da entrada de Diogo no estabelecimento esportivo.

Determinações judiciais e restrições impostas

Com base nos elementos reunidos e nas gravações periciadas, a Justiça determinou a proibição total de aproximação de Diogo em relação à vítima, familiares e testemunhas arroladas. A ordem proíbe o investigado de manter qualquer tipo de contato, seja físico ou por meios eletrônicos, além de vetar sua presença no ambiente de trabalho e endereços indicados no processo.

Procurado para prestar esclarecimentos sobre a ordem judicial e sobre as investigações, Diogo recomendou contato com sua defesa técnica, que não respondeu às tentativas de comunicação.

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