Estado lidera crescimento de banda larga fixa no Brasil

Para fazer jus à versão contemporânea do antigo ditado popular “um copo d’água e a senha do Wi-Fi não se nega a ninguém”, os cearenses vêm cada vez mais aderindo a planos de banda larga fixa e, entre março e abril, chegaram ao total de 14.029 novos usuários no mercado. O número foi o maior visto em todo Nordeste, de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), e representa uma expansão de 2,31% no período – a maior do País.
Sedentos por internet, os usuários do Estado ainda contam com uma variedade enorme de empresas na hora de contratar o serviço. Isso porque os grandes players têm a competição direta de pequenas operadoras que comercializam banda pela fibra ótica do Cinturão Digital, tanto na Região Metropolitana de Fortaleza quanto no Interior.A competição acirrada e a grande área conectada fazem do Ceará o segundo maior mercado do Nordeste, com 629.125 usuários devidamente registrados até abril deste ano – atrás apenas da Bahia, com 824.030.
Comparativos
Em número absoluto, ou seja, na quantidade de novos usuários, o Estado ficou atrás apenas de Minas Gerais (19.346) e São Paulo (33.299), segundo aponta os dados divulgados na última semana pela Anatel.
Maranhão também foi destaque na pesquisa pela expansão no número de usuários: 4,19 mil novas conexões, o que representou uma expansão de 1,87% no mercado estadual.
Ao contabilizar as informações para todo o País, a Anatel constatou um tímido crescimento de 0,27% em abril, com o surgimento de 27,29 milhões de novos usuários no mercado da telefonia fixa.
Celular
Ao mesmo tempo que a banda larga fixa demonstra um movimento de expansão no mercado cearense e no brasileiro de forma geral, outros segmentos do mercado de telecomunicações nacional entram em declínio no que diz respeito ao número de usuários, como indica os balanços mensais da Anatel.
O mais notório de todos é a telefonia móvel, no qual o número de chips ativos chegou ser maior que a quantidade de usuários em muitos estados do País – inclusive no Ceará – e, hoje, vive um movimento inverso. Entre março e abril, somente no Ceará, foram 62.246 linhas móveis a menos no mercado. Os milhares de chips desativados, no entanto, significaram uma retração de apenas 0,64% no período, dentro de um universo de 9,5 milhões de usuários.
Apesar disso, a baixa foi a maior no País entre março e abril. Mas, em números absolutos, esteve atrás de outros dois estados: Bahia (70.476 chips a menos) e Minas Gerais (73.599 chips a menos).
Telefonia residencial
Em declínio a bem mais tempo e alvo de desinteresse pelas operadoras de telecomunicações que ainda dispõe do serviço – principalmente pelo desuso de planos de voz -, a telefonia fixa continua sua trajetória descendente no mercado brasileiro. Os dados do terceiro e quarto primeiros meses deste ano apontam retração de 0,38% com o encerramento de 148,67 mil contratos no País, entre empresas autorizadas e concessionárias.
No Ceará, diferente da maior parte do País, foram registradas 185 novas linhas nas empresas autorizadas a ofertarem o serviço. No entanto, nas concessionárias, a retração é percebida quando se vê os 3.773 contratos encerrados entre março e abril.